O advogado Joanisval Brito proferiu a palestra Serviços Secretos e Democracia, na quinta-feira (10/11), no auditório da OAB/DF. O tema é uma introdução ao curso Atividades de Inteligência, que a Escola Superior da Advocacia realizará a partir de 23 de novembro, na sede da Seccional.

O diretor da Escola Superior de Advocacia (ESA), Marcus Palomo, fez a abertura dos trabalhos ressaltando o alto nível do palestrante, que é doutor em Relações Internacionais pela UnB, consultor legislativo do Senado Federal para a área de Relações Exteriores e Defesa Nacional e consultor para a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

Joanisval iniciou a exposição afirmando tratar-se de assunto pouco conhecido, mas que desperta interesse e fascinação. “Quem nunca parou para assistir a um bom filme de espionagem?”.

Relacionou momentos históricos importantes em que a atividade de inteligência se fez presente, como na Guerra Fria. Explorou o conceito de inteligência como a atividade, o conhecimento produzido e as organizações cuja função é assessorar o processo decisório por meio do provimento de informações que só podem ser obtidas através dos serviços secretos. “Onde houver uma tomada de decisão, alguém precisando decidir, é importante a atividade de inteligência”.

Reforçou que o controle é uma parte importante da atividade nos países que a tem em alta consideração. “É uma atividade que lida com muito poder e pode facilmente extrapolar seus limites”. Defendeu a difusão de uma cultura de inteligência no Brasil. “Um país que quer conquistar uma posição de destaque no cenário internacional não pode continuar lidando com inteligência de forma amadora, uma vez que atraímos cada vez mais os olhares do mundo”. Mencionou grandes eventos que estão por vir, como a Rio+20, a visita do papa, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a Olimpíada. “Quem quer reviver momentos como o atentado de Munique, em 1972?”

O palestrante exemplificou como o serviço de inteligência pode ser bem aplicado em assuntos domésticos, como no vazamento das provas do Enem, em 2009, que incorreu em prejuízos de mais de R$40 milhões aos cofres públicos, “coincidentemente o mesmo valor que foi investido na atividade-fim da Agência Brasileira de Inteligência naquele ano, ao passo que nos EUA, os investimentos são da ordem de bilhões”.

Para demais informações sobre o curso a ser oferecido pela ESA (clique aqui).

Reportagem – Demétrius Crispim Ferreira
Comunicação Social – Jornalismo
OAB/DF