A OAB/DF convida os colegas a fazer parte do ato público promovido pela Seccional contra a violência crescente em uma das quadras comerciais mais movimentadas do centro de Taguatinga: a C12. Advogados de todo o Distrito Federal e muitos que mantêm seus escritórios nas proximidades participarão do ato, marcado para as 11h, em frente ao antigo prédio da Justiça do Trabalho.

A iniciativa tem como objetivo manifestar a preocupação da comunidade e cobrar das autoridades ações efetivas no sentido de promover segurança e tranquilidade para as cidadãs e cidadãos que diariamente exercem suas atividades ou transitam naquele local. A OAB/DF preparou ofício para o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, cobrando ações para melhorar a segurança pública na área. O Secretário será convidado a participar do ato.

A Seccional do DF ainda constituirá uma comissão para acompanhar a implementação das soluções para enfrentar a questão. Todos os dias, há relatos de uso e tráfico de drogas, violência física, roubos e furtos de cidadãos que têm de passar ou que trabalham nas imediações da C12.

“Advogados contam histórias de violência em plena luz do dia, sem qualquer amparo das autoridades. A OAB/DF quer criar um canal de comunicação com o governo para enfrentar a situação”, afirma o presidente da entidade, Ibaneis Rocha.

Os números revelam o tamanho do problema. De acordo com dados do Núcleo de Estatística da Secretaria de Segurança Pública do DF, de janeiro a setembro deste ano foram registradas 200 ocorrências de crimes apenas na C12. Do total, 85 registros são de roubo a pedestres, 30 por uso de drogas, 26 por tráfico e 14 por furto em comércio. Os dados, apesar de alarmantes, ainda não refletem a realidade. Isso porque muitas ocorrências sequer são registradas.

A C12 é uma quadra composta por vários escritórios de advocacia, de contabilidade, clínicas de odontologia e um pujante comércio. Todos trabalham intimidados pela abordagem e intimidação de usuários de drogas, traficantes e assaltantes que atuam na região. Há relatos de advogados que evitam marcar reuniões com clientes em seus escritórios por conta da violência.

Comunicação Social – Jornalismo
Foto – Fellipe Sampaio/SCO/STF