O presidente da OAB/DF, Francisco Caputo, e o Secretario Geral, Lincoln de Oliveira, participaram da reunião da Comissão Permanente de Relacionamento Institucional e Comunicação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nessa quarta-feira (8/9). Para Caputo, é importante “ver o Conselho preocupado em ouvir as partes envolvidas com o Judiciário, para que juntos possamos torná-lo mais forte, independente, transparente, eficaz e que contribua para o desenvolvimento da nação”.

Além de Caputo e Lincoln, participaram da reunião os procuradores do Ministério Público, Juliano Araújo e Jair Ribeiro; o promotor de Justiça, Marcos Fernandes, e os conselheiros do CNJ, Milton Nobre e Marcelo Rossi.

Uma das questões discutidas foi o processo digital. Segundo Lincoln de Oliveira, “hoje, mesmo, no DF, ainda temos advogados que se encontram na era da máquina manual, não é nem computador. Isso traz certa dificuldade para que ele evolua para o processo digital”. Ressaltou que alguns procedimentos dificultam a atuação do advogado: “Quando há a materialização do processo, há tempo para analisar todas as vírgulas e entrelinhas; às vezes, no processo eletrônico, isso pode passar despercebido e trazer até uma lesão ao seu cliente. A OAB está vigilante. Apresentamos sugestões à comissão e a cada dia vamos aprimorar-nos e tentar buscar soluções para que o advogado esteja aparelhado para esse novo sistema”.

O promotor Marcos Fernandes sugeriu uma visualização nacional em relação ao Judiciário e ao MP nos Estados mais pobres. “Nem sempre o que está sendo proposto aqui em relação à modernização será capaz de ser suportado por esses Estados. Temos que pensar de forma única em modernização, em melhora nos serviços de assistência e jurisdicional”.

Segundo o presidente da Comissão, Milton Nobre, “nós ouvimos sugestões e observações a respeito da atual situação porque passa a Justiça brasileira. Nesta região, detectamos alguns problemas que vamos levar ao Conselho, para que possa pensar como resolvê-los. A OAB tem colaborado. É uma das grandes responsáveis pela existência do CNJ, e precisamos estar integrados com os advogados, com o Ministério Público e com todos aqueles que fazem a cena da Justiça existir”, concluiu.