Publicação: Quarta-feira, 02/05/2012 às 12:15:53 Atualização: 02/05/2012 às 15:03:25

Anderson Souza

Após completar 52 dias de greve, os professores da rede pública de ensino decidiram, em assembleia, suspender a paralisação. A decisão foi tomada na Praça do Buriti nesta manhã (02). A categoria também decidiu manter o estado de greve e aguardar até a próxima assembleia geral – dia 14 de junho – para analisar o cumprimento do acordo firmado pelo governo. Parte dos 500 mil estudantes da rede pública estava prejudicada com a paralisação. As aulas deverão ser retomadas ainda nesta quinta-feira (03).

Diferentemente das decisões feitas anteriormente pela categoria em relação à greve, em que foram praticamente unânimes, desta vez a decisão passou longe de ser assim. Alguns faziam sinais de que não concordavam com a suspensão, chegando a vaiar quem a defendia. Porém, no momento da votação, um grupo maior optou pela finalização temporária da greve.

Com a decisão, os professores aceitaram as propostas do Governo do Distrito Federal feitas durante reunião ocorrida na última segunda-feira (30). A reunião foi mediada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) e da Universidade de Brasília (UnB), com participação da bancadas parlamentares distrital e federal.

Segundo o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), as propostas ainda estão distantes do compromisso assumido com a categoria em abril do ano passado, mas já garante avanços em pontos importantes da estrutura da carreira. Algumas das propostas são o reajuste do auxílio-saúde de R$ 120 para R$ 200 a partir do mês de junho, a incorporação do Tidem, que é a gratificação por dedicação exclusiva, em quatro parcelas até 2014 e a divulgação do edital de convocação para contratação de novos professores, além da garantia de participação do Sinpro em mesa de discussão do orçamento da educação pública no DF. O reajuste salarial não entrou nas propostas.

De acordo com o diretor do Sinpro-DF, Washington Dourado, até a próxima assembleia geral, marcada para o dia 14 do próximo mês, a greve pode ser retomada, caso não haja o cumprimento do acordo. “Estamos em um momento de intervalo da luta, mas a greve pode ser retomada com muita força. Isso só depende do governo”, afirma o diretor.

No próximo sábado (05), na sede do sindicato, a categoria deve se reunir para que seja decidida a reposição das aulas perdidas durante o período de paralisação. Ao todo, 34 dias letivos deverão ser repostos pelos professores.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br