Brasília, 09/03/2012 – Com o objetivo de chamar a atenção da sociedade e mostrar que a corrupção não pode ser tratada como um fator cultural no país, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Distrito Federal (OAB/DF) promoverá palestra com a ministra Eliana Calmon, na próxima quarta-feira, 14 de março.

Sob o tema “O Reflexo da Corrupção nos Direitos Humanos no Brasil”, o evento será realizado no auditório do Edifício Maurício Corrêa, sede da OAB/DF, na 516 Norte, às 19h . Cada participante deverá contribuir com uma lata de leite em pó a ser destinada a instituições de caridade.

Na opinião do presidente da OAB/DF, Francisco Caputo, esse evento é muito importante para a Ordem e para a comunidade brasiliense. “O fim da corrupção no país é um anseio da sociedade, que tem sido mais ativa em suas manifestações pela ética e pela moralidade na administração pública”.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e vice-presidente da OAB/DF, Emens Pereira, além de reafirmar a importância da iniciativa, afirmou estar engajado em qualquer movimento contra a corrupção. “Estou nessa luta como cidadão. Não podemos continuar resignados com o saque da nação brasileira por alguns corruptos instalados nos Três Poderes. Não podemos agir com neutralidade diante da escala de violação de direitos humanos que atinge diretamente a educação, a saúde e a segurança, gerando um estado de miserabilidade social”.

Por que Eliana Calmon

A escolha da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, como palestrante, é inquestionável. Foi a única pessoa na história do país a ter coragem de denunciar irregularidades no Judiciário. “É preciso expor as mazelas do Judiciário para proteger os magistrados honestos, que são a maioria”, disse ela. Ainda justificou: “Faço isso em prol da magistratura séria e decente que não pode ser confundida com meia dúzia de vagabundos infiltrados na magistratura”.

No ano passado, declarações da corregedora de que a magistratura brasileira enfrentava “gravíssimos problemas de infiltração de bandidos escondidos atrás da toga” gerou uma crise no Judiciário e intensa pressão sobre o Conselho Nacional de Justiça. Em função disso, alguns ministros do STF tentaram reduzir os poderes do CNJ. A ministra denunciou a manobra, ganhou o apoio da sociedade e defendeu o poder do Conselho de continuar a investigar magistrados suspeitos de cometer irregularidades.

Reportagem – Helena Cirineu
Comunicação Social – Jornalismo
OAB/DF