Profissionais lotam auditório da OAB/DF em busca de aprendizado sobre como gerir escritórios e carreiras

Para ter sucesso no mercado da advocacia é preciso mais que competências técnicas: é necessário ser empreendedor e atuar de forma estratégica. O conselho foi dado por juristas e especialistas em administração de escritórios e carreiras que abriram o II Congresso de Gestão Jurídica da OAB/DF, na noite desta quinta-feira (27/9).

Organizado pela Comissão de Gestão de Escritórios de Advocacia da Seccional, o encontro reuniu 27 especialistas de todo o país e do exterior em oito painéis, que trataram desde a gestão financeira, de pessoas e de serviços até marketing jurídico, relacionamentos, inovação e inteligência artificial. “Precisamos aliar inteligência e gestão”, afirmou a presidente da Comissão, a consultora em gestão Érika Siqueira.

Na mesa de abertura, o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), José Barroso Filho; o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), João Batista Brito Pereira; o diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Mamede Said; e os dirigentes do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, e da seccional do Distrito Federal, Délio Lins e Silva Junior, falaram sobre os impactos que as mudanças políticas, econômicas e tecnológicas têm provocado na advocacia.

“A gestão é hoje a palavra de ordem e nós juristas, seja no escritório, na indústria, na atividade pública, precisamos nos ocupar com gestão para crescermos”, afirmou o vice-presidente do TST, que admitiu que, se retomasse a carreira de advogado, seu escritório seria completamente diferente do aberto em 1983, quando começou a advogar.


O presidente do TST acredita que a inteligência
artificial não vai se sobrepor à capacidade humana

João Batista Brito chamou a atenção para o uso necessário da inteligência artificial como ferramenta de gestão e apresentou uma ferramenta adotada pela Corte que considera bem sucedida: o módulo bem-te-vi, que ganhou este nome por trazer esperança e soluções. “É uma ferramenta de gestão, pesquisa e organização do acervo que revolucionou o cotidiano de magistrados e funcionários”, explicou.

O magistrado acredita que a inteligência artificial vai ganhar muito espaço ainda no ambiente jurídico, mas não substituirá a capacidade humana de realizar. “Ainda sou daqueles que tenho a certeza de que a inteligência artificial jamais vai substituir a inteligência humana, mas ela é um fato, cresce, vai assumir tarefas e promover ações no mínimo repetitivas”, disse.

J
José Barroso Filho pediu aos profissionais para
exercitarem olhar o mundo com novas lentes

O presidente do STM, José Barroso Filho, criticou o hábito de olharmos o mundo por lentes monocromáticas. “Para que gestão? Para termos a noção de que um outro mundo é possível. Nós não somos iguais, nosso maior desafio em sociedade é sermos complementares. As nossas causas valem mais que as nossas vidas porque são as nossas causas que dão sentido às nossas vidas”, afirmou.

Competição
O presidente da OAB nacional, Felipe Santa Cruz, apresentou aos profissionais o tamanho do mercado da advocacia brasileira como o maior desafio da atualidade. Hoje, há cerca de 1,2 milhão de advogados inscritos regularmente atuando em um mercado que movimenta R$ 50 bilhões por ano. “Quando me formei, tínhamos 20 ramos do Direito no escritório. Hoje, temos 48”, lembrou.


Felipe Santa Cruz afirmou que a OAB tem investido
em programas para apoiar os profissionais
em meio às adversidades do mercado

O dirigente destacou, no entanto, que vê com otimismo as mudanças. “Como disse o ministro Brito Pereira, o mundo vive em transformações vertiginosas e elas nos assustam. O que era um mundo previsível de estabilidade de carreiras, virou um mundo imprevisível, mas esse mundo de desafio é também um mundo de oportunidade”, destacou ele, que tem 27 anos de advocacia.

Felipe Santa Cruz ressaltou ainda que a OAB tem feito “um enorme esforço para montar estruturas de atendimento que possam orientar e preparar os novos profissionais e aqueles precisam se reinventar”.

Lacuna
A presidente da Comissão de Gestão de Escritórios da OAB/DF, Érika Siqueira do Amaral, encerrou a abertura lembrando que a gestão não é ensinada nas faculdades de Direito. “Temos esta lacuna e estamos tentando junto ao Ministério da Educação preenchê-la”, comentou. “Este tema é tão maravilhoso e enriquecedor que tem transformado carreiras, inclusive de advogados já formados”.


A consultora e presidente da Comissão
organizadora do congresso destacou que o advogado
não sobrevive hoje só com competências técnicas

A especialista em consultoria e treinamentos deixou uma reflexão aos profissionais que lotaram o auditório: “Como está o grau de comprometimento com a carreira de vocês. Hoje o advogado não sobrevive só com competências técnicas”, alertou.

o presidente da OAB/DF, Délio Lins e Silva Silva Junior afirmou que "é uma satisfação muito grande ver a Casa cheia para um evento desta magnitude”. "Este tema é um dos mais importantes da atualidade para todos os profissionais", disse, ao lado da secretária-geral adjunta da Seccional, Andréa Saboia.


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