Brasil e Itália: Seminário discute segurança alimentar, certificações e falsificações em matéria alimentar

Brasília, 27/5/2013 – A interação e a troca de ideias entre o Brasil e a Itália na questão da segurança alimentar, certificações e falsificações foram discutidas na Conferência Cultura e Legalidade, promovida pela OAB/DF, por meio da colaboração da advogada ítalo-brasileira e membro da Comissão de Prerrogativas, Elaine Starling, em parceria com o Instituto Siciliano Fernando Santi. O evento segue até quarta-feira (29) e pretende debater, ainda, o combate ao tráfico de drogas, ao crime organizado e à função das organizações estatais e locais.

Representando o presidente Ibaneis Rocha, o vice-presidente OAB/DF, Severino Cajazeiras, abriu o ciclo de debates na sede da Ordem. “É com muita satisfação que recebemos essa delegação e os acolhemos nesse evento. Esses temas são de interesse geral da coletividade, não só do Distrito Federal, mas de todo o Brasil”, argumentou. A mesa foi coordenada pelo presidente da Comissão de Ciências Criminais e Segurança Pública, Alexandre Queiroz.

O presidente do Insituto Regionale Fernando Santi, Luciano Luciani, disse que o encontro entre esses dois países trará frutos para os dois. “É por isso que nós estamos levando uma política que favoreça o escambo em matéria de agricultura e zootécnica. Uma alimentação de qualidade é conectada com a saúde das pessoas. Em respeito a isso, consideramos que o Brasil está fazendo em matéria de segurança alimentar”.

O diretor da Empresa Especial SSICA, Luigi Palmieri, apresentou novas tecnologias térmicas e não térmicas utilizadas para melhorar as propriedades nutricionais e sensoriais do produto. “O consumo energético para as empresa fica menor. Também causa menos impacto no meio ambiente quer por insumos energéticos ou por emissões no processo”, explicou.

O fiscal anti-máfia da Itália, Antonio Ingroia, falou sobre sua experiência no combate a crime organizado à frente do Ministério Público. “Eu acredito que em cada setor existe uma criminalidade organizada e é preciso reforçar os instrumentos internacionais. No futuro teremos uma demanda mundial anti-máfia que não se ocupe unicamente da máfia, mas de cada forma de violação das Leis”.

O representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Hélcio Campos Botelho, mostrou como o Brasil lida com a questão da segurança alimentar e o trabalho do Ministério. “O papel do Mapa é promover o desenvolvimento sustentável, via agregação de valores aos produtos, ressaltando as diferenças e identidades culturais”, disse.

Botelho listou alguns produtos brasileiros que têm apoio do Mapa para produção, são eles: café, queijo artesanal, cachaça, farinha de mandioca, mel, vinho, açaí, erva mate, abacaxi e carne de sol. “Também reconhecemos os produtos internacionais vendidos aqui. Prova disso é o reconhecimento do produto Champanhe como propriedade intelectual da França”, finalizou.

Reportagem – Tatielly Diniz
Foto – Valter Zica
Comunicação social – jornalismo
OAB/DF


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