ESA abriu programação de aniversário com lições sobre como se diferenciar no mercado competitivo

A um auditório ocupado especialmente por jovens advogados e advogadas, a caça talentos na área da advocacia Heloísa Toller e a especialista em carreiras Anamaíra Spaggiari deram a receita para se diferenciar num mercado cada vez mais exigente e atento mais às habilidades comportamentais que técnicas.

As palestras abriram a programação dos 30 anos da Escola Superior de Advocacia da Seccional, que vai até o final da semana e inclui mais de 50 palestras e cursos e uma homenagem a todos os ex-diretores da instituição.

Heloísa Toller, advogada que tem como missão identificar novos talentos em uma das maiores empresas de headhunter do país, a Laurence Simons Search, enumerou algumas das características essenciais para fazer diferença no mercado: criatividade, capacidade de inovação e de se relacionar em um ambiente diversificado, forte perfil comercial, visão de negócio, pensamento crítico, inteligência emocional e conhecimentos sobre assuntos diversos.

“É natural encontrarmos profissionais que se perguntam: fiz uma ótima faculdade, fiz inúmeros cursos e mesmo assim não se sinto diferenciado. E o que digo é: a técnica é essencial, portanto, estudem, e estudem muito, mas os recrutadores já dão a técnica como sabida, é algo que você já tem de trazer obrigatoriamente”, explicou a headhunter. “Para se diferenciar, é preciso ir além. É aí onde entram os chamados soft skills, que, nada mais são, que habilidades”, orientou.

Heloísa Toller destacou algumas habilidades que considera essenciais. “Ser criativo, trazer inovação, pensar diferente não está nos livros e isso é algo que faz diferença entre um profissional e outro”. Ela também apontou o papel do jurídico em uma empresa, citando como exemplo o setor automobilístico. “Advogado vende carro? Certamente vocês me dirão que não, porque o jurídico sempre se enxerga como o suporte da operação, mas não como influenciador do produto final. Mas eu faço contrato para numa empresa automobilística? Para vender carro. Eu defendo a empresa diante do Judiciário com que objetivo? Para reduzir passivo, aumentar o faturamento e fazer com que a empresa venda mais carro. É esta visão de negócio que muitos criticam o advogado de não ter. Você não gerencia o contencioso de uma empresa se não souber a técnica, mas é preciso ter visão de negócio para atingir o objetivo final de todos”, explicou.

Para a headhunter., é preciso saber influenciar. “E influência é inspiração. É fazer alguém do seu time a lutar pelo seu objetivo, porque você inspira, você passa confiança. E como se inspira? Abrindo espaço para a diversidade, conciliando pessoas, trazendo pessoas com ideias diferentes”, disse. “O resultado só será bom se unirmos nossas ideias. Eu tenho uma história, você tem outra e esta diferença é que vai dar resultado. Aquele profissional que fica numa sala reservada tende a não ter hoje o mesmo espaço que tinha antigamente. É importante entender de outras áreas. Por isso a visão generalista também é um diferencial”, disse.

Felicidade
Mineira de Muzambinho, a diretora-executiva da Fundação Estudar, Anamaíra Spaggiari, contou sua história pessoal e profissional à plateia com o objetivo de mostrar que o curso de formação não determina necessariamente a carreira. “Nosso curso não determina necessariamente a nossa carreira. As possibilidades de trabalho são diversas”, disse. Para ela, o que determina o potencial transformador de um trabalho é a felicidade atrelada à função desempenhada. “Isso exige autoconhecimento, propósito de vida e clareza sobre aquilo que você faz bem”, disse Anamaíra, que há quase dez anos trabalha na formação de jovens talentos.

A diretora-executiva considera fundamental também os profissionais iniciantes saibam identificar os setores de trabalho. “Temos o setor público, o setor privado e as organizações filantrópicas. É importante se perguntar: em qual deles me sinto melhor? Se você buscar os caminhos, vai encontrar espaços. Precisamos de agentes transformadores em todos os segmentos da sociedade, do governo ao terceiro setor”, afirmou ela, que destacou também a predileção cada vez maior das empresas por ambientes multidisciplinares. “A tendência de uma equipe multidisciplinar é encontrar soluções muito mais inovadoras. Então, saber se relacionar com profissionais de outras áreas virou fator importantíssimo”, comentou.

30 anos
Até sábado (23/11) serão realizadas mais de 50 palestras, oficinas e workshops gratuitos, como as de Heloísa Toller e Anamaíra Spaggiari. No dia 21 haverá uma sessão solene do Conselho Pleno em homenagem ao aniversário, na qual serão homenageados todos os ex-diretores da Escola. A programação comemora os 30 anos da Escola Superior de Advocacia coincidem com uma importante reformulação da instituição, que ganhou uma nova identidade visual e novas instalações na sede.

Ao abrir a programação de 30 anos da Escola Superior de Advocacia (ESA/DF), o diretor da Escola, Fabiano Jantalia, destacou a preocupação da OAB/DF em levar à advocacia um conhecimento que não se aprende na faculdade: planejar e gerir a carreira. “Esta é a razão porque dedicamos esta semana de aniversário para eventos com esta temática. Esperamos impulsionar a carreira de vocês a partir do que verão aqui”, disse.

O presidente da OAB/DF, Délio Lins e Silva Junior, reforçou o enfoque da programação durante a abertura dos 30 anos. “Temos absoluta convicção que esta forma de comemorar pode deixar muito para a advocacia do DF”, comentou, na abertura da programação, ao lado de Fabiano Jantalia, do presidente da Caixa de Assistência, Eduardo Uchôa e da conselheira federal Raquel Cândido.

Délio Lins destacou ainda a importância da ESA/DF e sua evolução nos últimos 30 anos. “Lembro de frequentar a ESA há mais de 20 anos como estagiário. Eram duas salas de aula com um divisória que não chegava ao teto. Hoje, temos um andar inteiro e várias salas no nosso edifício sede. Cada pessoa que passa por aqui deixa sua contribuição e todos são tão merecedores ou mais que qualquer um de nós que estamos aqui hoje. Tenho certeza de que a ESA/DF voará cada vez mais alto”, afirmou.

O diretor da Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal, Eduardo Uchôa, contou o quanto “apanhou” para aprender as lições que serão mostradas à advocacia até sábado. “Queremos que advogados e advogadas tenham acesso a informações relevantes. Que bom que chegamos aqui e que possamos entregar isso à advocacia do DF.

Eduardo Uchôa reforçou ainda o compromisso da Caixa de Assistência com a ESA/DF. “A diretoria da Caixa sempre reflete muito antes de fazer qualquer investimento. É um compromisso de gestão e uma orientação do presidente Délio e estamos seguros da importância deste investimento, de ter uma escola moderna e conectada com a nova advocacia”, disse.

A conselheira federal Raquel Cândido, idealizadora do programa Carreiras OAB/DF junto com a vice-presidente da Seccional, Cristiane Damasceno, ressaltou na abertura dos 30 anos a importância do olhar diferenciado sobre a profissão. “Sabemos o quanto a ESA é importante na formação dos nossos advogados e como é importante trazermos possibilidades constantes de desenvolvimento”, disse.

 


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