OAB/DF recebe Fórum de Liberdade de Imprensa

Em defesa da liberdade de expressão, a OAB/DF sediou espaço para que a Revista e Portal IMPRENSA realizasse o 9º Fórum de Liberdade de Imprensa e Democracia. O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (3), no auditório térreo da Ordem. O fórum apresentou o resultado de uma pesquisa inédita sobre a percepção dos jornalistas brasileiros quanto ao grau de liberdade no exercício da profissão e concedeu a quatro personalidades brasileiras o Troféu Liberdade de Imprensa.

Daniela Teixeira, vice-presidente da OAB/DF, ressaltou a preocupação da Ordem com relação a liberdade dos jornalistas e dos cidadãos na veiculação de informações. “Recebemos esse seminário de braços abertos. Estamos de mãos dadas, braços dados e punhos cerrados em defesa da liberdade de imprensa, que nada mais é do que a liberdade do cidadão de saber o que acontece em seu país. Não existe democracia sem a liberdade de imprensa”, disse. O evento teve, também, a participação da ministra Cármen Lúcia. Leia aqui.

O Fórum de Liberdade de Imprensa e Democracia existe há nove anos, e visa cobrir em reportagens impressas e online os cerceamentos que os jornalistas sofrem durante o exercício da profissão. Os debates são relacionados a censura e aos casos de violências que os profissionais vivenciam. Sinval de Itacambi Leão, presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), realizou a abertura do evento. Sival ressaltou em sua fala que, para o jornalista, a liberdade de se comunicar com o público é muito mais que um direito, é um dever. “Para ser um pensamento dinâmico a liberdade de imprensa tem de ser reconhecida como um direito do jornalista, ele é o agente libertário no ato da transmissão do consumidor de mídia. Para tanto, o jornalista deve agir profissionalmente”, afirma.

O vice-presidente do Grupo Globo e presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Paulo Tonet Camargo, relembrou que o dia 3 de maio é data comemorativa internacional da liberdade de imprensa. “Nunca, de verdade, foi tão relevante o jornalismo. O jornalismo que apura. O jornalismo que edita. O jornalismo que certifica. E eu gostaria de fazer uma profissão de fé no jornalismo, nos jornalistas. Não é possível se fazer notícia, levar informação às comunidades, aos diversos países sem o trabalho direto dos jornalistas e do jornalismo ”.

O segundo painel do dia apresentou os resultados da pesquisa de Liberdade de Imprensa de 2017, por meio da diretora geral da FRAN6 Pesquisa, Adélia Franceschini. Adélia contou que a pesquisa foi realizada de 10 de fevereiro à 10 de março e trouxe um apurado do cenário jornalístico sobre a escolaridade, a renda média e o meio de atuação dos especialistas. Segundo Adélia, a pesquisa foi realizada para analisar a percepção geral dos jornalistas a respeito da liberdade na redação, publicação de matérias, e no exercício da profissão. Os debatedores deste painel foram Luiz Carlos Azedo, colunista de política do Correio Braziliense, e Mauri König, jornalista independente, e o moderador foi Marcelo Rech, da Associação Nacional de Jornais.

O terceiro painel da Conferência recebeu Torquato Jardim, ministro do Ministério da Transparência, Fiscalização e Corregedoria da União. Jardim falou sobre a transparência e liberdade de expressão, além de abordar a Lei de Acesso à Informação. Defendeu a divulgação de documentos públicos e afirmou que, por meio da transparência, a sociedade é inserida na luta contra a corrupção. “Uma luta grande do ministério é romper com a cultura de sigilosidade. Quanto mais trânsito de informação, quanto menos burocratizado é o sistema, mais transparente e democrática é a participação da sociedade nas decisões”, disse ele.

A conferência de encerramento recebeu o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que tratou sobre o liberalismo econômico e a liberdade de imprensa. Este painel recebeu, Daniel Pereira, editor da revista VEJA, como moderador. Segundo o ministro da
Fazenda a partir da divulgação de informações corretas o nível de confiança no país sobe, por conta da transparência, e a imprensa tem papel fundamental para isso. Para ele, o nível de confiança tem uma correlação com a economia e o desemprego. “A falta de transparência e consequentemente confiança gera uma postura defensiva do setor produtivo”, explicou Meirelles.

Ao final do evento foi entregue o “Troféu Liberdade de Imprensa & Democracia”, que reconhece brasileiros que se extremaram na luta pelas liberdades, focando na atuação da defesa de um jornalismo independente. Foram agraciados o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, o jornalista Caco Barcellos, ao acadêmico foi entregue à Fernando Schuler, e ao deputado, Miro Teixeira. Ao decorrer do Fórum os presentes puderam encaminhar perguntas ao moderador e assim sanar suas dúvidas e participar ativamente do Fórum.

Compuseram a mesa de abertura do evento a vice-presidente da OAB/DF, Daniela Teixeira; o diretor da Imprensa Editorial, Sival de Itacambi Leão; o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Paulo Tonet Camargo; o diretor de Relações Institucionais da Souza Cruz, Fernando Bomfiglio; o presidente do Fórum Mundial de Editores e Associação Nacional de Jornais, Marcelo Rech; a diretora executiva da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER),  Maria Célia Furtado; a diretora de Comunicação da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Teresa Azevedo e a presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco.

Colaboração/fotos: Renato Alves


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