A Câmara dos Deputados homenageou na segunda-feira (7) o centenário do ex-deputado federal Djalma Marinho. A presidente da OAB/DF, Estefânia Viveiros, participou da sessão solene dedicada ao ex-parlamentar do Rio Grande do Norte. “Acima de tudo, Djalma Marinho é um exemplo nacional pela sua luta por um Congresso independente, mesmo em tempos de regime militar”, disse Estefânia. Durante a sessão, foi lançado um livro sobre a vida de Marinho: O Homem que Pintava Cavalos Azuis, de Diógenes da Cunha Lima. A solenidade foi solicitada pelo deputado Rogério Marinho (PSB/RN), neto do homenageado. Também participaram do evento os senadores do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves (PMDB), José Agripino Maia (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM). Honra Djalma Aranha Marinho nasceu em 30 de junho de 1908, em Nova Cruz (RN). Foi eleito deputado federal por sete mandatos, presidente por quatro vezes e vice-presidente por mais três vezes da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara – que acabou recebendo o nome do potiguar. Marinho se notabilizou, principalmente, ao renunciar a presidência da comissão por não concordar com uma determinação do governo militar. Em dezembro de 1968, sob as normas do Ato Institucional nº.5 – que cerceou o direito de livre expressão –, o governo solicitou que o deputado e jornalista Márcio Moreira Alves fosse processado no Supremo Tribunal Federal. O então presidente da CCJ, Djalma Marinho, negou-se a cumprir a ordem, renunciou ao cargo e proferiu um discurso, considerado um dos mais importantes da história do Parlamento. Inspirado no dramaturgo espanhol Calderon de La Barca, marcou a Casa com a célebre frase: “Ao rei tudo, menos a honra”. Djalma Marinho faleceu em 25 de dezembro de 1981.