Entidades apontam falhas de atendimento no Hospital do Gama

Representantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF, do Ministério Público e dos conselhos regionais de Medicina (CRM), de Enfermagem (Coren-DF) e de Farmácia do Distrito Federal realizaram nesta segunda-feira (16) uma vistoria no Hospital Regional do Gama. Em dezembro de 2008, a OAB/DF já havia feito uma inspeção no hospital. Os problemas encontrados desta vez foram os mesmos: excesso de pacientes de outros estados e a falta de equipamentos para atender devidamente o público. Participaram da vistoria, representando a OAB/DF a pedido da presidente Estefânia Viveiros, os integrantes da Comissão de Direitos Humanos Antônio Luiz Cardoso Rosa e Olavo José Viana. Segundo os advogados, o hospital tem um problema crônico de atendimento à população. Em média 1,5 milhões de pacientes passam diariamente pelo local. “Faltam 272 médicos no atendimento para suprir a quantidade de pacientes”, afirma Cardoso Rosa. Segundo o advogado, a situação é precária. “Só existe um técnico de enfermagem para dar banho nos pacientes, ele dá banho em 100 pacientes por dia”, afirma. Além da falta de leitos, três dos quatro aparelhos de raio-x estão quebrados e a espera por atendimento no pronto-socorro é demorada. Essa foi segunda vistoria conjunta de 2009 promovida pela OAB/DF e pelos conselhos da área de saúde. O objetivo das entidades é verificar as condições de funcionamento e atendimento nos hospitais públicos do DF. Pretende-se realizar um levantamento completo sobre a situação do Sistema de Saúde Pública e, ao final das visitas, produzir um relatório para ser entregue ao governador José Roberto Arruda. O próximo hospital a ser visitado será o do Paranoá. Retrospectiva No inicio deste ano, integrantes da Comissão visitaram a área neonatal do Hospital Regional da Asa Sul (Hras). Em 2008, motivada por denúncias anônimas, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF vistoriou os Hospitais de Base, da Ceilândia e do Gama. Nessas oportunidades foram apontados problemas no atendimento e infra-estrutura das unidades hospitalares. Em dezembro de 2008, Arruda recebeu o relatório entregue pessoalmente pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Seccional, Jomar Alves Moreno.


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