Estefânia participa do sepultamento de Bergson Gurjão Farias

Trinta e sete anos após ser morto por militares, o líder estudantil e guerrilheiro do Araguaia Bergson Gurjão Farias será sepultado nesta terça-feira (6), às 17 horas, no cemitério Parque da Paz, em Fortaleza (CE). A cerimônia terá a participação do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, do governador do Estado, Cid Gomes, da prefeita da cidade, Luizianne Lins, e da presidente da OAB/DF, Estefânia Viveiros. A cerimônia encerra uma série de homenagens a Bergson Gurjão Farias. A presidente da OAB/DF fez questão de participar do sepultamento. Estefânia é integrante do Comitê Interinstitucional de Supervisão das atividades do Grupo de Trabalho formado pelo Ministério da Defesa para localizar, recolher e identificar os corpos dos guerrilheiros mortos na guerrilha do Araguaia.

As homenagens a Bergson são uma iniciativa da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, por meio do projeto Direito à Memória e à Verdade, em parceria com a Universidade Federal do Ceará. (UFC). A data exata do desaparecimento de Bergson, entre maio e junho de 1972, nunca foi descoberta. Mas há muitos anos já se sabia que havia morrido. Documentos oficiais registram que ele teria morrido metralhado. Presos políticos afirmaram ter visto seu corpo pendurado em uma árvore, de cabeça para baixo, sendo espancado por agentes das forças repressivas.

Dois ex-companheiros de militância – José Genoíno Neto e Dower Moraes Cavalcante – denunciaram nos tribunais o assassinato. Bergson permaneceu, então, na lista dos desaparecidos políticos do Brasil. Em 1996, seus restos mortais haviam sido resgatados no cemitério de Xambioá e trazidos para exames de identificação em Brasília. Em junho de 2006, um novo exame de DNA resultou em conclusão positiva na comparação com material genético de familiares.

Nascido em Fortaleza no dia 17 de maio de 1947, Bergson atuou no movimento estudantil quando cursava Química na UFC. Foi vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes em 1967, sendo preso durante o 30º Congresso da UNE, em lbiúna (SP), em outubro de 1968. Em consequência, foi expulso da Universidade. Ainda em 1968, no Ceará, sofreu grave ferimento na cabeça quando participava de um protesto estudantil. Julgado pela Justiça Militar um ano depois, foi condenado a dois anos de prisão. Militante do Partido Comunista do Brasil, passou a atuar na clandestinidade, transferindo-se para Caianos, na região do Araguaia.

Com informações da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República


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