G1: Policiais civis mantêm greve após encontro com OAB e GDF

Segundo Sinpol, GDF diz que continuará tentando suspender a paralisação.
Policiais afirmam que OAB-DF prometeu ajudar nas negociações.

07/11/2011 22h07 – Atualizado em 07/11/2011 23h44

Do G1 DF

Os policiais civis do Distrito Federal se reuniram nesta segunda-feira (07) com representantes da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Brasília (OAB-DF), do GDF e com o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Onofre Moraes, para discutir a paralisação da categoria.

Os policiais estão em greve desde o dia 27 de outubro e fizeram diversas paralisações de 72 horas neste ano, inclusive entre os dias 24 e 26 do mês passado, logo antes da deflagração do movimento.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), André Rizzo, a OAB-DF prometeu ajudar nas negociações, mas não houve acordo para o fim da greve. Rizzo diz que o GDF voltou a afirmar que não tem condições de reajustar salários no momento.

“Foram colocadas as razões do governo, contrapostas pela categoria. O que mais queríamos é que a greve chegasse ao fim, mas o governo não dá condições”, disse.

Segundo Rizzo, o GDF reafirmou que continuará tentando suspender a paralisação. Na última sexta (4), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou que pelo menos 70% dos policiais civis volte ao trabalho. Anteriormente, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios havia considerado a greve ilegal e pedido sua suspensão.

Rizzo informou que o Sinpol prepara nesta noite uma nova cartilha de orientação aos grevistas, determinando que as ocorrências que envolvam risco à vida, como sequestro relâmpago, sejam registradas. A orientação inicial era para que policiais fizessem ocorrência apenas de crimes contra a vida e crimes hediondos, como estupro e assassinato.

Reivindicações
Entre e abril e maio, os agentes pararam por 16 dias e conseguiram do GDF a promessa de que os salários seriam reajustados em 13%, o pagamento de dívidas que o governo tem com a categoria, a implementação do plano de saúde subsidiado e a reestruturação da carreira.

Agora, o Sinpol reclama que nem todas as promessas foram cumpridas. “Não temos mais condições de suspender greve só com promessas”, afirma Rizzo.

Os policiais pedem reposição inflacionária de 13%, reestruturação do plano de carreira, pagamento de dívidas que o governo tem com a categoria e realização de concurso. O Sinpol estima que existam 200 cargos vagos de agente e 50 de escrivão.

Fonte: G1 DF


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