Brasília, 12/6/2014 – A Seccional da OAB do Distrito Federal realizou, nesta quarta-feira (11), duas cerimônias de entrega de carteiras aos novos advogados. A oradora da primeira turma, Lorena Fernanda Fernandes Silva, lembrou aos presentes que os advogados, desde a origem da República, foram os responsáveis pela manutenção da ordem social e institucional. “Seja clamando e exigindo dos governantes, transparência e compromisso. Seja garantindo a soberania nacional ante a voracidade capitalista que desafia governos”, afirmou.

A paraninfa da primeira turma, a advogada Any Ávila Assunção, enfatizou o protagonismo dos advogados frente aos grandes acontecimentos sociais. “Os advogados foram os grandes protagonistas deste cenário, visto que somente com o exercício do Jus Postulandi, com o pleno exercício da nossa profissão, na defesa de direitos, é que foi possível o povo brasileiro assistir entusiasmado e eufórico as transformações originariamente postuladas pelos advogados e advogadas de nosso país”.

O paraninfo da segunda turma, juiz Ademar Silva de Vasconcelos, falou sobre sua jornada no direito e a importância da advocacia. “Uma das coisas mais importantes é realmente a profissão, e a nossa sociedade tem uma atenção focada em três: o advogado, o médico e o engenheiro. Sem o engenheiro nós estamos perdidos, o prédio vai cair; o médico cuida do corpo; o advogado cuida da alma”.

O orador da segunda turma Rodolfo Gomes Torres deixou uma mensagem de dedicação e perseverança a todos. Ele não passou no primeiro exame da Ordem, mas não desistiu. “Cada advogado tem o dever de lutar pela categoria. Fazendo isso, estará atuando em defesa da cidadania. Afinal, advogado valorizado, cidadão respeitado”.

20140612_entrega3O presidente da OAB/DF, Ibaneis Rocha, convocou os novos advogados a trabalhar em prol da sociedade. “O nosso trabalho cresce a todo momento e esse ano, principalmente por ser um ano de eleições, a presença dos advogados tem que se fazer muito forte. Nós precisamos moralizar o nível da nossa política, trazer ética para todas as profissões e não só a nossa. Cabe a nós, como fiscais da sociedade, observar e trabalhar para que o produto das nossas eleições seja em favor de toda a sociedade”, disse.

O vice-presidente da Ordem, Severino Cajazeiras, abriu a segunda cerimônia de entrega de carteiras. Ele saudou os novos advogados. “Essa solenidade é uma das mais marcantes e mais emocionantes que a OAB promove pois, aqui, há o início de uma grande carreira, que com certeza cada um dos advogados e advogadas aqui terão”.

Confira abaixo as ideias dos oradores das duas turmas sobre seus planos, expectativas e metas na nova jornada profissional:

20140612_entrega1Lorena Fernanda Fernandes Silva, 25 anos:
Por que você escolheu ser advogada?
Porque eu sempre tive um senso de justiça dentro de mim muito forte, sempre fiquei muito comovida e motivada ao ver as injustiças. Apesar da minha família inteira ser da área da saúde, eu sempre tive um senso de justiça dentro de mim. Minha mãe é médica e meu pai é da área da saúde também, mas eles deixaram o livre arbítrio, eu que escolhi ser advogada.

Como você se vê daqui a 10 anos?
Vejo uma advogada promissora com uma carreira à frente a ser trilhada com muita humildade, sabedoria e me dedicando sempre. Pretendo fazer concurso, mas quero ser sócia de algum escritório. Enquanto isso não acontece, eu vou trabalhando como advogada autônoma.

Para você, qual o papel da Ordem na sua jornada profissional?
A OAB tem um papel de extrema importância, não só por lutar pelas nossas prerrogativas, mas também como a maior defensora da nossa Constituição, dos direitos individuais e coletivos.

20140612_entrega2Rodolfo Gomes Torres, 34 anos:
Por que você escolheu ser advogada?
Porque antes de começar a estudar direito eu trabalhava como jornalista no Congresso Nacional, com acompanhamento de tramitação de projetos de lei. Isso acabou me despertando a curiosidade de me aprimorar no estudo. Eu cheguei ao direito pelo jornalismo, não foi minha primeira opção profissional, mas eu estou plenamente feliz com essa escolha.

Como você se vê daqui a 10 anos?
É difícil fazer uma previsão, mas eu entrei na faculdade querendo advogar. Se porventura eu tomar algum outro rumo dentro das carreiras jurídicas não vai ser premeditado. Daqui a 10 anos eu me vejo advogando. Concurso público, magistratura, Ministério Público, defensoria, a priori, não são planos, mas eu não descarto. Inicialmente eu quero advogar porque eu acho que é um desafio, é uma função extremamente nobre defender bens jurídicos fundamentais como liberdade, honra, patrimônio das pessoas. Advocacia é uma mistura de missão, desafio e encantamento.

Para você, qual o papel da Ordem na sua jornada profissional?
É fundamental. Eu acho que não existiria a advocacia que a gente tem hoje em dia, com o respaldo, com o respeito, com a visibilidade que o advogado tem, com o papel dos advogado na sociedade, sem a Ordem. Eu falo isso tanto das seccionais quanto do Conselho Federal. É indispensável termos uma Ordem para nos unir enquanto categoria e com ela os advogados são mais fortes, mais atuantes, mais cidadãos.

Reportagem – Érica Fontoura
Fotos – Valter Zica
Comunicação social – jornalismo
OAB/DF