Pela ampla e persistente militância em defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas, a ministra Delaíde Arantes, do Tribunal Superior do Trabalho, foi uma das sete vencedoras da 18ª edição do Prêmio Claudia, da Editora Abril, considerado uma das mais significativas premiações da América Latina voltadas para personalidades femininas. De origem humilde e com mais de 30 anos de atuação como advogada trabalhista, a ministra, que chegou ao TST por meio do quinto constitucional da advocacia, vem se destacando pelo trabalho em favor da regularização de direitos que equiparem empregadas domésticas às demais classes profissionais. A ministra foi premiada na categoria Políticas Públicas.

Delaíde é autora do livro, publicado há 21 anos, que se tornou referência sobre os direitos das domésticas. Até hoje, a obra serve de orientação para advogados fazerem a defesa de clientes que trabalham como empregadas e buscam seus direitos na Justiça. Primogênita de uma família de nove filhos e natural da zona rural do estado de Goiás, Delaíde Arantes, antes de se tornar advogada, chegou, ela mesma, a trabalhar como doméstica para ajudar a família e a custear seus estudos.

A ministra é conhecida ainda como defensora intransigente dos princípios constitucionais que garantem o amplo acesso do cidadão ao Judiciário e também pelo respeito às prerrogativas dos advogados. O gabinete da ministra no TST costuma marcar com rapidez as audiências solicitadas e ela própria também costuma discutir os processos e a tomar notas sobre as considerações trazidas pelos advogados.

No final de outubro, a ministra participou, como paraninfa, de solenidade de entrega de carteiras aos novos advogados na sede da OAB/DF. Na ocasião, Delaíde fez um apelo em favor da atuação de advogados iniciantes junto à Ordem. “Participem da vida da instituição que os representa. Eu mesma comecei a acompanhar os trabalhos da OAB ainda como estudante”, disse. Na ocasião, a ministra ainda reforçou que seu gabinete está de portas abertas aos advogados.

Em seus 30 anos de carreira como advogada, a ministra atuou no STF, no próprio TST, e na Justiça de São Paulo, Goiás e Brasília. Advogou para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, Federação dos Professores de São Paulo, Sindicato dos Bancários de Goiás, Empresa de Transportes Urbanos do Estado de Goiás, entre outros. Foi a primeira presidente mulher da Associação Goiana de Advogados Trabalhistas, vice-presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas em Goiás e secretária-geral da seccional goiana da OAB.

Indicação
Além de receber o Prêmio Claudia, concedido pela Editora Abril, a ministra Delaíde Miranda Arantes foi indicada também para o Prêmio “Faz Diferença 2013”, iniciativa do jornal O Globo. A distinção homenageia brasileiros cuja atuação tem forte impacto social. Desta forma, jornalistas das diversas editorias de O Globo indicam três pessoas ou instituições que mais teriam se destacado no país nesse sentido.

Além da ministra Delaíde, o diplomata Roberto Azevêdo e o empresário Jorge Paulo Lemann foram também indicados na categoria Economia. Um júri composto por votos de jornalistas do jornal, pelo vencedor do ano passado e também por meio de votação popular pela internet deve escolher o ganhador.

Comunicação social – jornalismo
OAB/DF