A presidente da OAB/DF, Estefânia Viveiros, defendeu nesta segunda-feira (14) a necessidade de Boletim de Ocorrência (BO) policial para que a rede hospitalar pública possa realizar aborto dentro dos critérios definidos por lei, mas admitiu que, por se tratar de uma iniciativa privativa da mulher informar à autoridade sobre a natureza da gravidez (se foi provocada por estupro, por exemplo), o boletim passa a ser secundário. Na maioria das vezes, quem busca o BO é apenas a mulher de baixa renda”, disse.

FONTE: As declarações da presidente foram feitas no programa “”Direto de Brasília””, da TV Bandeirantes, que debateu a polêmica criada em torno do assunto depois de decisão do Ministério da Saúde de liberar os médicos da rede pública da exigência dos boletins de ocorrência nos casos de aborto provocado por estupro. Para Estefânia, embora haja o risco de, com isso, abrir-se uma possibilidade de aumentar o número de abortos nos hospitais públicos, fato é que, nas classes mais favorecidas, essa tem sido a prática, ainda que de forma clandestina. “”Seria uma hipocrisia não admitirmos isso””, afirmou.