A Seccional do DF se preocupa em desenvolver e divulgar as técnicas de mediação e arbitragem por serem métodos de resolução de conflito céleres e altamente especializados que contribuem para a desobstrução do Judiciário. Com intuito de colaborar com a formação de jovens advogados, capacitando-os devidamente para a atuação em procedimentos arbitrais, a Seccional do DF firmou um acordo de cooperação técnica com a Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial (CBMAE).

Juliano Costa Couto, presidente da OAB/DF, enfatizou que a Seccional há muito trabalha em prol da divulgação e realização de eventos para incentivar as práticas de mediação e arbitragem. “Nos preocupamos em trazer agilidade ao sistema e fazer com que a rotina da advocacia do DF e de seus clientes seja mais rápida. Por isso, apoiamos essa causa e fechamos esta parceria”.

Segundo o presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil (CACB), George Pinheiro, a finalidade das câmaras é promover o debate e produção acadêmica na área de arbitragem, por meio da criação de um grupo de estudos de jovens arbitrais

Dentre outras atividades, o grupo de jovens arbitralistas da OAB/DF-CBMAE, visa permitir a participação de jovens advogados em arbitragens reais que tenham a CBMAE como sede, na condição de assistente de árbitro, com o necessário consentimento das partes; organizar eventos com especialistas da área e ajudar as equipes de arbitragem do Distrito Federal a se preparem de forma adequada para competições regionais, nacionais e internacionais.

O presidente da Comissão de Arbitragem da OAB/DF, Asdrúbal Júnior, já realizou eventos em parcerias tanto com a CBMAE quanto com a CACB na Casa. Para ele, os jovens advogados têm muito a ganhar em vivenciar os procedimentos arbitrais e participar dos eventos. “Essas são experiências muito ricas. Visto que ingressar no mercado de trabalho arbitral, como qualquer mercado, tem suas dificuldades. Porém é um bom caminho para construir o próprio nome e ser chamado para ser árbitro e ganhar desenvoltura é essencial”, disse.

O vice-presidente da Comissão, Marcello Lavenère, que já participou de uma arbitragem no âmbito do convênio de jovens arbitralistas relata que foi uma experiência maravilhosa. Segundo ele, o mercado ainda é muito restrito e participar de procedimentos reais conta muito para a capacitação de jovens advogados.

“Todos se beneficiam com essa aproximação entre os jovens advogados e as câmaras de arbitragem. O advogado estuda e compreende melhor a arbitragem e a sociedade tem advogados melhores e mais preparados no mercado que auxiliarão da melhor forma seus clientes”, ponderou Lavenère.

Gustavo Toniol contou que é membro ouvinte da Comissão de Arbitragem da OAB/DF desde 2016 e, para ele, a participação na Comissão foi essencial para o desenvolvimento do networking e para a imersão nas discussões atuais sobre o tema. “O convênio fez com que eu participasse da prática da arbitragem. Cada procedimento tem um diferencial acordado pelas partes e isso não é possível se aprender em códigos. Na experiência, verifiquei como se dá a atuação dos árbitros e dos advogados durante o procedimento, foi muito proveitoso para mim”, disse.

Para o advogado que deseja ingressar em uma câmara arbitral como jovem arbitralista, Asdrubal aconselhou que entre em contato pelo e-mail da Secretaria das Comissões da OAB/DF ([email protected]), com currículo e carta de apresentação.