Brasília, 10/03/2011 – O presidente da OAB/DF, Francisco Caputo, após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, nesta quinta-feira (10/03), afirmou que o Ministério Público e a Justiça devem reavaliar a delação premiada de Durval Barbosa, caso fique comprovado que o ex-secretário de Relações Institucionais seja o responsável pelos vazamentos esporádicos de vídeos do suposto esquema de corrupção revelado pela operação Caixa de Pandora. De acordo com Caputo, a Justiça deve pressionar Barbosa a entregar tudo o sabe, inclusive vídeos que porventura não tenham sido revelados.

“Vamos conversar com o Ministério Público para tratar do assunto. Não é razoável que um delator use as informações de acordo com as suas conveniências pessoais. Nós queremos a ampla divulgação. A sociedade de Brasília e do Brasil tem o direito de saber toda a verdade sobre esse escândalo, que remonta ainda ao governo Joaquim Roriz”, ressaltou Caputo.

Segundo o presidente da Câmara, o princípio da delação premiada pressupõe que todas as informações a respeito do processo venham à tona e sejam colocadas de forma clara e objetiva para a sociedade. “Há a expectativa de que existam mais de 200 fitas de vídeo, e a da deputada Jaqueline Roriz é a 31ª a ser divulgada. É necessário avançar no sentido de garantir à sociedade brasileira o conjunto das informações sobre esse processo”, destacou o deputado. “É estranho o fato de que essas gravações cheguem somente agora. Não é possível que essa situação permaneça; que em cada semana, em cada mês, em cada ano, se divulgue uma fita nova”, concluiu.

OAB/DF PEDE INVESTIGAÇÃO

Durante a reunião na Câmara, Francisco Caputo expôs ao presidente Marco Maia a preocupação da sociedade de Brasília com o vídeo que mostra um suposto esquema de corrupção envolvendo uma representante do DF na Câmara. “Ao nosso ver, a Casa tem instrumentos legais que possibilitam a abertura de investigação contra a deputada Jaqueline Roriz. O suposto esquema pode ter ocorrido em 2006, como o vídeo aparentemente nos demonstra, mas o fato político ocorreu agora, na sexta-feira anterior ao carnaval, e, para nós, isso é motivo suficiente para a abertura de processo no Conselho de Ética”, defendeu.

Thayanne Braga
Assessoria de Comunicação – OAB/DF