Brasília, 21/5/2013 – “Não posso dizer nada sobre o futuro, mas se ele tiver algo a ver com os milênios do passado, haverá guerra”, disse o pesquisador do Centro de Estudos Latino-Americanos da Georgetown University,em Washington, Estados Unidos, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Ironildes Bueno, se referindo aos conflitos da pós-modernidade e o refúgio.

O pesquisador foi palestrante no segundo dia do seminário sobre refugiados, promovido pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF, nesta terça-feira (21), na sede da Seccional.

Ironildes Bueno traçou um histórico dos conflitos na Bósnia, em 1996, e Árabe-Israelense, em 1998. Pensando no futuro, o pesquisador não tem boas expectativas. “Se tivéssemos uma quase Lei nas relações internacionais, sempre haverá guerra. Me parece que sempre que haverá guerra, haverá refugiados”, pontuou. “Grandes poderes demandam grandes responsabilidades”, pontuou Bueno ao se referir ao posicionamento dos países que devem pensar em políticas públicas voltadas aos estrangeiros.

O representante do alto comissariado das Nações Unidas para os refugiados no Brasil, Andrés Ramirez, compactuou do pensando de que as guerras terminam sem que os problemas sociais e políticos tenham sido resolvidos. “90% dos conflitos de hoje já foram conflitos há 30 anos”, disse.

O refugiado colombiano, padre Olivério Medina, partilhou com os presentes sua experiência. “Eu passei por quatro atentados. A coisa não é fácil na Colômbia, em cinquenta anos perdemos cinco candidatos presidenciais excelentes”, declarou. O padre finalizou com uma palavra de esperança. “A América Latina está avançando lentamente em uma transição transformadora a um patamar distinto de sociedade, com políticas que beneficiam o povo”.

O Coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal, Ulisses Borges de Resende, agradeceu os presentes e disse estar muito orgulhoso pelo espírito amistoso dos Brasileiros para com os refugiados. “Vimos aqui a importância do Brasil ter entrado nessa Era com a Lei que regulamentou o refúgio”, disse.

Também participaram da mesa o coordenador da Comissão Temática do Meio Ambiente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF, Eduardo Leão Coelho, e o Coordenador da Comissão Temática de Estrangeiros da Comissão de Direitos Humanos da Seccional, Fernando Henrique Fernandes.

Reportagem – Tatielly Diniz
Comunicação social – jornalismo
OAB/DF