Brasília, 1º/02/2013 – O Centro de Detenção Provisória (CDP), na Papuda, recebeu o material doado pela OAB/DF para auxiliar na construção de sete novos parlatórios no bloco I, onde ficam aproximadamente 1,3 mil presos. Os novos espaços trarão aos advogados melhores condições de atendimento aos seus clientes.

O presidente da OAB/DF, Ibaneis Rocha, o advogado criminalista Cleber Lopes de Oliveira e o conselheiro Jonas Fontenele foram recebidos, semana passada, pelo diretor do presídio, para fazer uma verificação das necessidades de atendimento dos advogados. A partir desta visita, foi firmada a parceria com a direção do CDP para reforma dos parlatórios. “A medida foi tomada para que os advogados que militam na área criminal e que visitam o presídio constantemente, pudessem exercer suas funções com dignidade”, ressaltou Ibaneis Rocha.

As salas, que atualmente são apenas duas, darão um maior conforto e segurança, inclusive diminuindo o tempo de espera para o encontro. Os profissionais poderão conversar com os clientes internos através de vidros, que proporcionarão um contato visual nítido. Ainda está sendo estudada a melhor forma para que o advogado possa ouvir o cliente, e vice-versa, da melhor maneira possível.

Entre os materiais de construção doados pela Seccional estão: sacos de cimentos, tintas, ferragens, madeiras, argamassas, portas, materiais para acabamento e etc. Com a chegada do material, o responsável pela obra disse que a conclusão está prevista para 2 meses.

O diretor do CDP, Nivaldo de Oliveira, recebeu a doação e agradeceu o importante apoio da entidade. “Um dos gargalos que temos aqui no presídio é o atendimento ao advogado, e com essa obra iremos resolver o problema. Essa contribuição da OAB/DF chegou na hora certa, pois nós não temos recursos para comprar o material”.

Mapeamento
Buscando melhorar o atendimento aos advogados, a direção do CDP começou fazer um mapeamento para identificação de falhas. A ficha está disponível da sala de apoio ao advogado da Papuda, e avaliará o tempo que o advogado permanece no presídio, desde do horário de chegada, até o horário final de atendimento com o interno.

Nivaldo de Oliveira afirma que com o levantamento será possível identificar onde está havendo morosidade e assim solucionar o problema de espera dos advogados. Ele disse ainda que com a construção dos novos parlatórios e o mapeamento, o tempo de permanência do advogado no CDP seja de aproximadamente 1 hora.

Reportagem e foto – Priscila Gonçalves

Comunicação Social – Jornalismo
OAB/DF