OAB/DF no combate ao bullying

Brasília, 18/05/2011 – O presidente da subcomissão de educação da Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF, Charles Junior, participou nesta terça-feira (17/05) de audiência pública de combate ao bullying na Câmara Legislativa do DF. A iniciativa de debater o projeto que dispõe sobre essa política nas escolas públicas e particulares do DF foi dos deputados Cristiano Araújo e Agaciel Maia. Em seu discurso, Charles Junior afirmou que é um assunto de extrema urgência. “Necessitamos de políticas públicas inteligentes e céleres para tratar do problema”. O advogado apresentou o projeto da cartilha sobre bullying elaborada pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF. “Houve a preocupação de criar um texto que pudesse atingir a maior quantidade de pessoas, da forma mais didática possível”. Para ele, não adianta apenas distribuir milhares de cartilhas pelas escolas, “nosso objetivo é levar o assunto e disseminar conhecimento, de forma a prender a atenção dos estudantes, usando palestras, peças de teatro e premiações aos alunos que desenvolverem trabalhos sobre o tema”. “Brasília é a maior cidade em que existe bullying”, frisou Cristiano Araújo. O deputado ressaltou que a capital do país foi apontada pelo IBGE como a campeã de bullying. “De acordo com os dados, 35,6% dos estudantes disseram ter sido vítimas da agressão. Ou seja, de cada 10 alunos, três sofreram bullying. Nossa intenção é debater o assunto e dar o pontapé inicial para a discussão aqui em Brasília”. Na abertura do evento, um grupo de rap do Centro de Ensino Fundamental 312, de Samambaia, cantou “Diga não ao bullying, deixa o amor prevalecer”. De acordo com um dos membros do grupo, “temos que tomar alguma providência. Para alguns pode parecer divertido, mas para aquele que está sofrendo bullying não é engraçado. Isso se reflete na sociedade, porque o aluno pensa em abandonar a escola”. O evento contou com a participação de representantes das secretarias de Educação, de Segurança Pública, da Unesco, de deputados, advogados, pedagogos, líderes religiosos, pais e alunos. “Isso demonstra grande interesse da população sobre o assunto”, avaliou Agaciel Maia. Para ele, “é fundamental o papel da Câmara Legislativa na discussão desse assunto que afeta toda a sociedade, que também está sendo discutido no Senado e na Câmara Federal, para que se estabeleça uma legislação federal”. O consultor educacional Ricardo Chagas, que criou o projeto nacional “Caixa de Ferramentas”, estimulou a reflexão acerca do impacto das atividades de entretenimento (filmes, games, desenhos, sites) no desenvolvimento biológico, psicológico e social dos jovens. Chagas destacou o jogo GTA: “é um jogo em que o personagem principal trabalha para a máfia, recebe dinheiro do tráfico de drogas e mata pessoas. Na última parte do jogo há uma cena de sexo explícito. Isso é muito grave!”. Segundo o psicólogo José Augusto Pedra, “o bullying é velado. Acontece de aluno para aluno, atingindo jovens que não têm habilidades de defesa”. O psicólogo apontou três situações que caracterizam o bullying: agressões feitas de maneira repetitiva; quando a agressão causa constrangimento; e a desigualdade de poder ou força física. Ressaltou ser necessário capacitar os professores para que possam diagnosticar a situação e encaminhar as crianças, adequadamente. Reportagem: Thayanne Braga Foto: Valter Zica Assessoria de Comunicação – OAB/DF


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