Brasília, 4/6/2014 – A Seccional da OAB do Distrito Federal realizou, nesta quarta-feira (6), cerimônia de entrega de carteiras para mais de 200 advogados. Foram realizadas duas cerimônias presididas pelo vice-presidente Severino Cajazeiras, acompanhado da secretária-geral Daniela Teixeira, do secretário-geral adjunto Juliano Costa Couto, de conselheiros seccionais e de membros de Comissões.

A oradora da primeira turma Camila Severiano de Miranda disse que agora sente que a OAB/DF será sua segunda casa. “Me orgulho de ter como segunda casa a OAB/DF, que tem se empenhado em valorizar esta ilustre profissão e dar a nós, jovens advogados, todo o suporte necessário para este início de carreira”.

O paraninfo da primeira turma e presidente do Tribunal de Ética e Disciplina Erik Bezerra teceu alguns conselhos aos novos advogados. “Humildade, perseverança, dedicação, compromisso e paciência são algumas das características que consegui abstrair para passar para os senhores hoje”. Como representante do TED, ele orientou os advogados a sempre trilharem sua jornada profissional pela ética. “O advogado que é ético com certeza terá sucesso profissional. É o que eu procuro na advocacia e que eu acho que os senhores que estão começando têm sempre que estar em mente: sejam éticos. Nunca tentem enganar o cliente, nunca procurem enganar os membros do Judiciário”.

Para a oradora da segunda turma, Jordana Marcos Salomão, a Justiça deve ser o que move os advogados. “Para isto o trabalho do advogado jamais se esgotará nas paredes dos tribunais, o seu trabalho representa um múnus público, sendo ele, como aduz a Constituição, indispensável à administração da Justiça e inviolável por seus atos e manifestações no exercício da atividade profissional, nos limites da lei”.

O paraninfo da segunda turma, o advogado e coordenador do núcleo jurídico do Centro Universitário do Distrito Federal, Edison Grossi de Andrade Júnior, defendeu as prerrogativas. “É importante você saber o que pode e deve fazer para defender os seus direitos e os direitos de seus clientes”. E deu um conselho. “ Vocês são absolutamente vitoriosos. Mas por serem serem vitoriosos quero que lembrem que agora vocês começaram uma vida de batalhas diárias. Vocês enquanto advogados, a partir de agora, começarão a batalhar pelos interesses de seus clientes, daqueles que confiam em vocês”.

Representando o presidente da Seccional, o vice-presidente Severino Cajazeiras enfatizou que “a advocacia é uma das melhores profissões que podem existir. Vocês ingressaram agora na OAB e terão muita responsabilidade pela profissão importante que vocês começam a traçar. Não existe Justiça sem o advogado. Vocês são a OAB”.

Confira abaixo as ideias dos oradores das duas turmas sobre seus planos, expectativas e metas na nova jornada profissional:

Camila Severiano de Miranda, 22 anos
entregacarteiras_04062014_$Por que você escolheu ser advogada?
Na verdade eu sempre gostei da carreira jurídica mas não necessariamente da advocacia. A gente cresce com muito medo de advogar, principalmente nós mulheres, todo mundo fala que tem que fazer concurso, que tem que ser uma vida mais segura e estável.  No decorrer da faculdade eu me vi completamente apaixonada e descobri que tinha que advogar mesmo, porque eu acho que quem gosta de Direito, advoga e não segue pra outras carreiras. Eu acho que advocacia é um estudo constante, algo que eu gosto muito.

Como você se vê daqui a 10 anos?
Eu pretendo ter meu escritório e já ter uma boa carteira de clientes e fazer o que é a minha paixão, que é advogar e permanecer na área. Talvez não seja meu próprio [escritório], me associe em algum já existente. Eu fiz vários estágios, fiz até um em um órgão público, no Ministério dos Transportes, pra verificar se aquele meio mesmo não era o que eu pertencia e eu gostei muito mais dos estágios que eu fiz na área privada e em todos os escritórios de advocacia, independente da área, eu acho que é pra isso mesmo que eu nasci talvez.

Para você, qual o papel da Ordem na sua jornada profissional?
Acho que principalmente o suporte que a OAB passa pra gente, falo mais da seccional do Distrito Federal que é onde eu convivo né? onde eu sei que eles dão muito suporte pra gente. Desde a época que eu fazia faculdade tinha muito curso e evento e eles tão sempre nos apoiando, sempre divulgando com descontos pra gente poder participar mesmo, mesmo sendo estudante e ainda não trabalhando e agora o jovem advogado to muito satisfeita com o papel da OAB porque ela dá um apoio muito grande, com a comissão do advogado jovem, com o escritório modelo e tudo mais. Eu acho que isso auxilia muito e dá muita força pras pessoas que como eu tem o sonho de advogar mas acaba tendo um pouco de medo nesse início, o que espera a gente e a OAB dá um apoio muito bom e essencial pra gente exercer a profissão com toda dignidade que a gente precisa.

Jordana Marcos Salomão, 25 anos
entregacarteiras_04062014_1Por que você escolheu ser advogada?
Porque minha mãe é advogada da União, sempre foi uma grande inspiração pra mim e eu sempre respirei Direito na minha casa. Eu sempre acompanhei de perto a profissão dela e sempre gostei muito de filosofia, de modo que eu casei a minha inspiração, que era minha mãe, com o que gostava, que era esse lado de pensar e cidadania. Influência de dentro de casa e um dom natural, sempre gostei desde pequena de Direito.

Como você se vê daqui a 10 anos?
Eu gostaria de advogar. Eu sei que pro advogado recém formado a advocacia privada é um pouco difícil, mas eu gostaria muito de advogar. Tenho paixão pela profissão, considero o trabalho do advogado movimentado, uma rotina apaixonante mesmo. Cada processo é uma vida e na pratica jurídica que eu tive na defensoria da saúde eu via isso, apesar do defensor publico não ser autônomo, ele é um advogado e quero seguir na advocacia. Quero ter um escritório próprio.

Para você qual é o papel da OAB?
Eu acredito que a Ordem tem um papel fundamental na democracia, já lutou várias vezes pelos direitos dos advogados e pelas carências da sociedade também. Como eu coloquei no meu discurso, eu acho que cada ação da ordem repercute em todas as camadas sociais de modo que é uma instituição muito importante pra proteger não só os advogados, mas também a sociedade toda.

Fotos – Valter Zica
Comunicação social – jornalismo
OAB/DF