O presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB/DF, conselheiro seccional Othon de Azevedo Lopes, disse que o baixo índice de aprovação registrado no último Exame reflete a realidade do ensino jurídico. “Claro que há instituições de qualidade, mas o panorama geral é de deficiência”, afirmou. O resultado do 3º Exame de Ordem de 2007, realizado entre janeiro e março de 2008, foi divulgado quarta-feira (26) pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).   Dos 2.269 inscritos, apenas 817 foram aprovados. Os números representam um índice de aprovação geral de 36%. “Encaixa-se na média histórica de 30%”, disse Lopes. Para ele, o rápido crescimento no número de faculdades não permitiu o amadurecimento no ensino do Direito.   Segundo o presidente, o índice de aprovação jamais chegaria a 100%, pois nem todos os cursos capacitam para o exercício da advocacia. “Uma coisa é a formação jurídica, abstrata e teórica, outra é a prática de uma profissão específica dentro do Direito”, afirma. “Um índice muito alto de aprovação mostraria que o exame não está cumprindo sua função de selecionar os bons profissionais”, completa.