Brasília, 25/11/2015 – O ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, proferiu palestra na última segunda-feira (23), na sede da OAB/DF, sobre o tema do sindicalismo no século XXI. O evento foi organizado pela Comissão de Direito Sindical e Associativo da Seccional.

No primeiro momento, Cezar Britto fez um apanhado da história do sindicalismo. “Para todos nós não é um tema novo, é um tema antigo que tem uma relação direta com o que há de mais complexo na vida em sociedade, que é a relação dominante x dominado”, disse, ao citar algumas revoluções que tiveram destaque no cenário internacional como a Revolução Americana, que culminou com a declaração da independência dos Estados Unidos. “A Revolução Estadunidense traz esse conceito novo para o mundo de que todos são iguais no exercício da política. No ano subsequente, tivemos uma outra, com a mesma linha e com a mesma inspiração, que é a Revolução Francesa, falando em Igualdade, fraternidade e liberdade”, apontou.

Em seguida, sobreveio a Revolução Industrial, detalhou, quando surgiu o Direito Sindical com a visão revolucionária de proteção ao ser. “Começam a surgir os interesses que nós chamamos de socialistas. Os trabalhadores começam a dizer que aquele que explora é o inimigo e começa a se declarar guerra ao capitalismo organizadamente”, disse. “As duas datas mais importantes de reflexões sobre as nossas vidas decorrerem de movimentos reivindicatórios de igualdade e condições de trabalho, são o Dia Internacional da Mulher e o Dia Internacional do Trabalho”.

Cezar Britto avaliou ainda que vivemos hoje momentos difíceis no sindicalismo. “Nós advogados sindicalistas, somos mais do que éramos no passado. Nós não imaginávamos que o Direito do Trabalho e dos advogados sindicalistas iria evoluir como é hoje. A luta nunca foi jurídica. No movimento sindical, a luta é constada na força. Eu tenho que compreender que a luta sindical é política”.

cezar2Ao encerrar o evento, o presidente da Comissão Ítalo Maciel destacou o papel do advogado como mediador das reivindicações da sociedade e de sindicatos. “O evento de hoje foi voltado para a discussão dos temas sindicais, a obrigação da sociedade de reivindicar mais e visualizar mais a flexibilização das normas de trabalho. Ainda debatemos o papel funcional da sociedade e da própria OAB e dos advogados como entes participantes dessa obrigação de debater e se misturar ao movimento como senso crítico e mediadores”.

Também compôs mesa a integrante da Comissão de Direito Sindical e Associativo Caroline Sena, os conselheiros Claudio Santos, Glauco Santos, Alceste Vilela, Shigueru Sumida, Maxmiliam Patriota e Wendel Lemes, além do conselheiro federal Nilton Correia e da ex-presidente da AATDF Alessandra Camarano.

Comunicação social – jornalismo
OAB/DF