Brasília, 5/12/2013 – Eu quero ser advogado foi o tema da primeira palestra do Encontro da Advocacia Jovem do DF, ministrada por Alberto Zacharias Toron, mestre e doutor em Direito Penal pela USP e referência da advocacia criminal no país. O evento, organizado pela Comissão de Apoio ao Advogado Iniciante da OAB/DF, teve início na quinta-feira (5) e prossegue nesta sexta-feira (6), na sede da Seccional.

O evento foi aberto pelo secretário-geral adjunto da OAB/DF, Juliano Costa Couto. “Estou aqui para me envolver nessa ideia e esperança de fazer com que os jovens queiram seguir a carreira da advocacia. A vida não dá resultados tão rápidos. A advocacia dá trabalho e precisa de esforço”.

Filho de judeus, o palestrante da noite disse que sofreu muito na infância, em virtude do preconceito, e entrou na escola com a clara ideia de ser advogado criminalista. “A função essencial do advogado é defender, mesmo que seja o pior caso que vocês possam imaginar. A verdadeira face do advogado, contra tudo e contra todos, consegue mostrar que o cliente é inocente”, explicou o palestrante.

Toron disse que os jovens advogados buscam segurança e querem ganhar muito no início da carreira. “Isso não existe. É preciso trabalho participativo, que começa com o networking. Você vai crescendo. O ideal não é que você seja um assalariado, mas com seu crescimento você pode se tornar um associado”.

No encerramento, Toron disse que o advogado pode usar da sua profissão para ajudar o próximo. “Vivemos um momento muito especial no Brasil, que muda para um sistema penal mais correto, mais humano e comprometido com a dignidade do outro. Esse é o nosso compromisso”.

unnamed (28)Também presente, o desembargador do Tribunal Regional Eleitoral, Cleber Lopes, disse que o destino o levou à advocacia. De origem humilde, o advogado disse que lutou muito para conseguir se formar. “Quando me formei em Direito, eu não sabia o que ia fazer da vida, mas tinha certeza de que tudo o que eu iria fazer seria mais fácil do que antes de receber a carteira de advogado. Eu era advogado e tinha condições técnicas para compreender a importância da advocacia. O advogado precisa acordar todos os dias, olhar para o espelho e reafirmar que ele é advogado”.

Na sexta-feira será realizada a 2ª Edição do Seminário de Cobrança de Honorários Advocatícios, sobre como contratar e negociar com os clientes. Os palestrantes serão o secretário-geral adjunto da OAB/DF, Juliano Costa Couto, e os conselheiros seccionais Jacques Veloso, Alceste Vilela, Marcone Vieira, e Leonardo Marinho, que compartilharão suas experiências em estimar e cobrar honorários nas áreas cível, tributária, penal e trabalhista.

Reportagem – Tatielly Diniz
Fotos – Valter Zica
Comunicação social – jornalismo
OAB/DF