Mediação como novo instrumento de solução de conflitos

 

A mediação como instrumento de pacificação de conflitos foi tema de congresso, realizado nesta quarta-feira (22), na sede da OAB/DF. O II Congresso de Mediação foi uma iniciativa da Comissão Especial de Mediação que, por perceber que o advogado deve estar a par desta realidade, promove eventos que esclarecem a prática.

Ao fazer a abertura do evento, Juliano Costa Couto, presidente da OAB/DF, observou que “hoje é imprescindível para o sucesso na advocacia o desenvolvimento de técnicas de conciliação e de comportamento para saber como lidar com o ex-adverso”. Dentre as características que considera essenciais para um mediador estão a paciência, a oratória e a vontade de buscar resultados conciliatórios.

Elisabeth Ribeiro, presidente da Comissão Especial de Mediação da OAB/DF, se disse muito satisfeita por promover este congresso e entregar aos advogados do DF palestras sobre o tema. “O advogado do século XXI deve ser capaz de mediar conflitos. Vivemos em uma era que a celeridade é essencial, cada vez menos se tem espaço para a judicialização de processos, a mediação é mais que realidade, é necessidade. O advogado deve oferecer ao seu cliente a possibilidade de resolver a sua demanda de forma célere”.

O desembargador J.J Costa Carvalho, 2º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), disse estar lisonjeado por representar o Tribunal no egrégio congresso. “As vias da mediação e da conciliação são aquelas que se mostram mais salutares e pertinentes para a solução dos conflitos. Demonstram ainda a relação umbilical da OAB/DF com a Corte, irmanados na busca pela garantia de acesso do cidadão a uma justiça desburocratizada e efetiva”.

Para Valdetário Andrade Monteiro, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quando se pensa na advocacia sob o prisma da OAB/DF tem que sempre se pensar em melhorias. “A conciliação e a mediação surgem no Brasil como algo que tenta desafogar o Poder Judiciário, uma vez que a cada dia que passa temos mais advogados formados no Brasil. Debater esses métodos são essenciais”, afirmou

Segundo Bryan Rocholl, secretário-geral da Comissão de Mediação e coordenador do evento, “os palestrantes foram escolhidos cuidadosamente dentre os mais talentosos do país, em busca de inspirar atitudes e instigar reflexões acerca do papel do advogado na mediação e quanto à sua aplicabilidade na solução de disputas nos mais variados campos do Direito”.

Compuseram a mesa de abertura a juíza coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Brasília (CEJUSC-BSB), Camille Gonçalves Javarine Ferreira, e o vice-presidente da Comissão, Decio Fernandes Guimarães Neto.

O congresso discutiu temas como mediação no Direito Penal – Justiça Restaurativa; no Direito das Famílias; no Direito Trabalhista; a importância do ensino dos métodos adequados de tratamento de conflitos nas universidades; Mediação, Poder Judiciário e o Novo Cpc e Mediação no Direito Empresarial.

Durante o evento, o autor do livro “Manual do estudante de Mediação e Conciliação”, Gilberto Morales, mostrou sua obra para os presentes. Segundo ele, o público alvo são todos os estudantes que queiram se aprofundar no tema bem como os advogados, que estão, cada vez mais em contato com este método. A obra se encontra disponível nas principais livrarias do país.


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