Estefânia discute plano de gestão no Colégio de Presidentes da OAB

Curitiba (PR), 26/03/2004 – A presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, destacou-se no Colégio de Presidentes da Ordem dos Advogados, que se realizou em Curitiba (PR), ao proferir palestra para todos os 27 presidentes de Seccionais sobre um assunto importante para todos neste momento: como administrar em tempos de crise.

Expositora do tema “Plano de Gestão”, Estefânia Viveiros fez um relato que impressionou seus colegas sobre a situação “calamitosa” em que encontrou a entidade que assumiu em janeiro deste ano. Um déficit da ordem de R$ 7 milhões, descrédito total junto ao setor bancário da capital federal, ameaça de corte do plano de saúde de seis mil advogados compõem parte da “herança maldita” descrita por Estefânia, única mulher entre os presidentes de Seccionais da OAB das 27 unidades da Federação.

“Passei os dez primeiros dias de minha gestão só recebendo credores, sem sequer conhecê-los”, relatou a presidente da OAB-DF. Para administrar o rombo de R$ 7 milhões nas finanças, Estefânia Viveiros contou que teve de assumir, entre as medidas adotadas, um “ônus político” que seus antecessores não ousaram enfrentar: aumentou em 30% a anuidade dos advogados inscritos, que estavam congeladas desde 1995; cortou pessoal e reduziu diversas despesas de custeio.

O clima ainda não é para comemoração na OAB-DF, segundo Estefânia, mas sua administração, nos primeiros dois meses, já representou uma economia de R$ 500 mil para a entidade. Essa economia foi obtida, entre outras decisões, com denúncias e revisões de contratos anteriores, como o caso da limpeza, onde conseguiu diminuir em R$ 19,5 mil os gastos mensais. Também os gastos com manutenção de elevadores foram reduzidos e demitidos 20 funcionários. “Enfrentei e enfrento um custo político muito alto. Lembro que vários advogados recorreram à Justiça contra o aumento de anuidade”, observou Estefânia Viveiros.

A despeito da situação que enfrenta, ela afirma que está disposta a continuar saneando a entidade. “Caso contrário, seria acusada de omissão e não ficaria com a consciência tranqüila de estar cumprindo o meu dever”, afirmou ela, anunciando que continuará trabalhando para alterar o perfil dos gastos OAB-DF (quando Estefânia assumiu, 99% da arrecadação iam para despesas de custeio), destinando parcela maior das recitas para investimentos em prol dos advogados.


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