Brasília, 04/03/2011 – O presidente da OAB/DF, Francisco Caputo, prestigiou a solenidade de posse dos novos dirigentes do Tribunal Superior do Trabalho em cerimônia ocorrida na quarta-feira (02/03), no plenário da corte. Foram empossados os ministros João Oreste Dalazen, como presidente, Maria Cristina Peduzzi como vice, e Antônio José de Barros Levenhagen como corregedor geral da Justiça do Trabalho.

Estavam presentes o vice-presidente da República, Michel Temer, representando a presidenta Dilma Roulssef, o presidente do Congresso Nacional, José Sarney, e diversas autoridades dos três poderes, do Ministério Público e da Advocacia Geral da União.

Em seu discurso de transmissão do cargo, o ministro Milton de Moura França fez um breve balanço de sua gestão, com destaque para as ações de comunicação social que trouxeram mais visibilidade e transparência às atividades do Tribunal, com a transmissão ao vivo, via internet, das sessões de julgamento. Ressaltou também o encaminhamento ao Congresso Nacional da PEC 32, que tem por objetivo incluir no texto constitucional o TST como integrante da cúpula dos tribunais superiores, “corrigindo, assim, uma omissão histórica”.

O presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, discursou sobre a importância da Justiça do Trabalho para a consolidação da democracia. “Nossos indicadores, infelizmente, confirmam que o traço mais marcante no trabalho é a desigualdade. A distância entre os extremos continua grande. À Justiça do Trabalho é reservado importante papel, seja na constante luta pela moralização do serviço público, seja pela manutenção do equilíbrio entre capital e trabalho, zelando pelos direitos dos trabalhadores”.

O discurso de posse de João Oreste Dalazen encerrou a cerimônia. O presidente do TST enfatizou a integração entre as cortes trabalhistas como forma de aperfeiçoar a prestação jurisdicional. “Proponho-me a desenvolver uma gestão compartilhada, marcada pela busca permanente do diálogo e do engajamento de todos. Estendo as mãos aos meus colegas juízes e desembargadores do trabalho e exorto-os a contribuírem para uma gestão eficiente da nossa Justiça”.

Francisco Caputo externou seus votos de sucesso aos novos dirigentes do Tribunal. “Nossas expectativas são as melhores para estes dois anos. A alternância de poder nos tribunais sempre é muito interessante, porque cada magistrado imprime uma marca na administração da corte. A união de toda a justiça trabalhista, proposta pelo ministro Dalazen com o fito de aprimorar a instituição terá reflexos indeléveis nas gestões posteriores”.

Demétrius Crispim
Assessoria de Comunicação – OAB/DF