Brasília, 9/5/2013 – A Coordenadoria da Saúde da Comissão de Direitos Humanos da OAB/DF reuniu-se com a diretora do Presídio Feminino, mais conhecido como Colmeia, Deuzelita Pereira Martins, para verificar a situação da Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP), nesta quinta-feira (9/5). Atualmente, a área abriga 79 homens e 5 mulheres. Participaram também do encontro, o professor do Departamento de Psicologia Clínica da UnB, Ileno Izidio da Costa, e a doutoranda do programa de pós-graduação em Psicologia Clínica e professora do IESB, Elisa Walleska da Costa.

Os membros da comissão visitaram as dependências da ATP e verificaram a necessidade urgente de transferência desses internos para uma estrutura própria e adequada. Segundo a coordenadora Regiane Presot, será criado um grupo de trabalho para implantar no Distrito Federal uma ATP de excelência. “A medida de segurança desperta uma discussão de saúde pública e hoje estas pessoas estão dentro de um sistema prisional precário, o que acaba gerando uma situação degradante de violação de dignidade humana. O atual ambiente não promove uma melhoria no estado mental e no desenvolvimento humano dos internos”.

A diretora da Colmeia disse que essa ação será de extrema importância para os internos, pois eles precisam de um atendimento diferenciado. “É uma ala bastante carente. Esse olhar diferenciado mostra o problema crônico que existe no DF em relação aos internos com problemas psiquiátricos. O ideal é que seja criada uma estrutura autônoma, e que o foco principal do atendimento seja a saúde e não a segurança, como vem sendo feito atualmente”.

Convênio com a UnB

A Coordenadoria de Saúde fechou um convênio com o Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo principal de elaborar o projeto para a criação de uma unidade própria de atendimento aos internos da ATP. Além disso, a comissão irá realizar atendimento aos internos da ala uma vez por mês e avaliar todo histórico processual dos internos.

Elisa destacou a ajuda que a UnB pode trazer. “Como universidade nós temos acesso a tecnologias de ponta, de países que estão na vanguarda no tratamento da população carcerária. Percebemos que existe muita boa vontade, mas não tem uma ferramenta adequada para melhorar a vida dos internos”.

Reportagem – Priscila Gonçalves
Foto – Valter Zica
Comunicação Social – Jornalismo
OAB/DF