Brasília, 15/10/10 – A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/DF, em parceria com a Fundação Jardim Zoológico promoveu, na quinta-feira (14/10), a caminhada noturna com nove deficientes visuais, para visitar os recintos dos animais de hábitos noturnos.

Segundo o presidente da Comissão, Yure Gagarin Soares, a ideia é aproximar a Ordem da sociedade, conscientizando as pessoas sobre o respeito à legislação que garante direitos aos portadores de deficiência física.

Durante o passeio, os participantes tiveram uma noção maior das características dos animais por meio do toque, do cheiro e pelo som. Além dos animais empalhados, os visitantes tatearam a cobra e o sapo. Acompanhados por monitores, biólogos e veterinários, os deficientes visuais tiravam as dúvidas durante a trilha adaptada e iluminada por tochas.

Mariane dos Santos, 21 anos, tem deficiência visual desde o nascimento. Apaixonada pela natureza e por animais, seu sonho é ser bióloga. Com o olfato aguçado, ela fala sobre a urina dos animais: “Eles demarcam seu território de forma pacífica, diferente do ser humano, que demarca de forma violenta. O legal é que o animal respeita, sabe que é o espaço do outro e não invade”.

Roberto Carlos, acompanhado pelo filho, Jonathas Moreira, 10 anos, afirmou que já tinha ido ao Zoológico antes, mas somente nesse passeio ele pôde pegar nos animais. “Foi muito bom, na minha época não tinha esses recursos”.

“Era pra eu fazer palhaçada, mas quem acabou fazendo foram eles”, frisou o palhaço Psiu. “Foi uma experiência nova pra mim, estou muito feliz e espero fazer muito mais por eles”. Além de Yure Gagarin, participaram do evento o vice-presidente da Comissão, Cláudio Sampaio, os advogados José Carlos Couto e Adriceser Ávila, Luiz Cláudio da TV Atitude e o fisioterapeuta Tiago Mafra, que dirigiu o alongamento antes e depois da caminhada.

“Tudo aquilo que vem com muito amor, carinho e dedicação, obviamente só vai produzir ótimos resultados. Eu pude ver, no rosto de cada um, satisfação no sorriso, no abraço, no apertar de mãos. Realmente me emocionei e continuo muito estimulado”, concluiu Gagarin.

Thayanne Braga
Assessoria de Comunicação – OAB/DF