Seccional participa da Campus Party de Brasília

A Comissão de Tecnologia da Informação representou a Seccional na Campus Party, edição de Brasília, que ocorreu do dia 14 a 18 de junho no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O evento é a maior experiência de tecnologia e inovação e teve mais de 250 horas de programação. O presidente da Comissão de Tecnologia da Informação, Edilberto Petry, disse que a Campus Party foi um show de tecnologia.

No entanto, segundo ele, o evento também renovou a preocupação com a violação da privacidade e com os efeitos danosos do Ransomware – um código que, normalmente através de criptografia, torna inacessíveis os dados armazenados em um equipamento e exige pagamento de resgate para restabelecer o acesso do usuário. “É um Malware que está tirando o sono do mundo. Muitas variações do Ransomware estão surgindo e esses vírus podem infectar nossas máquinas através de uma simples função macro embutida em um singelo documento word”, explicou.

“É motivo para cada vez mais redobrarmos nossa vigilância sobre o que recebemos, sobre o que visitamos, sobre os tipos de arquivos que abrimos na internet. Nunca haverá um antivírus mais eficiente do que a eterna vigilância do usuário, pois os vírus se escondem nas mais simples funcionalidades existentes dentro de funções nos mais diversos aplicativos”, completou ele.

O advogado Flávio Pessino, secretário-geral da Comissão de Tecnologia da Informação da OAB/DF, acompanhou o evento e faz um alerta os advogados. “Após os dados serem criptografados, não há muito o que se fazer, inclusive, a orientação é de não pagar o resgate solicitado, porque não há garantia que o criminoso irá liberar o acesso ou que não continuará com a extorsão. A solução é adotar uma cultura preventiva, já que o preço a ser pago pelas consequências de uma infecção é bem maior do que investir em defesa. A tríade contra o ransomware é educação, prevenção e recuperação”.

A conselheira da seccional e vice-presidente da Comissão Especial de Direito da Tecnologia e Informação, Hellen Falcão, esteve presente no evento e destacou que todas as relações da inovação trazem novos caminhos e novas descobertas. “Sempre o direito deve estar acompanhando essas inovações. É importante nós da Ordem dos Advogados do Brasil assistirmos essas inovações para sabermos o que esperar em relação a essas inovações na área jurídica”, afirmou.

Ela pontuou que a participação da Seccional foi essencial no evento, pois foi um apoio para esclarecidas dúvidas de jovens e de troca de experiência para ambos os lados. “Nós tivemos há pouco tempo o Wannacry que foi um vírus que paralisou vários países e desde então estamos estudando porque esse vírus afetou tribunais de justiça, hospitais – que se comprometem com dever de sigilo e tiveram dados de pacientes vazados – então o direito deve acompanhar as inovações para estar sempre ao lado, dando validade a tudo que se pretende nesse novo mundo”, disse.

No segundo semestre a Comissão deverá realizar uma série de eventos que visem criar uma cultura de segurança entre os membros da OAB do Distrito Federal, de forma que minimizem qualquer risco com os quais estejam expostos no mundo virtual. O objetivo é proteger não só os dados pessoais como também as informações dos clientes dos advogados. “ A tecnologia pode ser uma grande aliada profissional, mas se usada moderadamente. Caso contrário, pode se transformar em uma vilã nas nossas vidas pessoais e profissionais”, afirmou o presidente da Comissão Petry.

A Comissão de Tecnologia da Informação da OAB/DF se coloca à disposição de todos os advogados para auxiliar nas questões de tratos com a tecnologia.


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