Ênfase do GDF na ampliação de UTI é questionada por pesquisadores e profissionais de Saúde (Câmara Legislativa)

Pesquisadores, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil criticaram a ênfase do Governo do Distrito Federal (GDF) na expansão de UTIs e defenderam investimento na inteligência epidemiológica como forma de combater a Covid-19. Eles apresentaram números e propuseram ações em Audiência Pública Remota da Câmara Legislativa sobre o tema, realizada nesta segunda-feira (29). De acordo com a pesquisadora do Instituto de Ciência Política da UNB, Michelle Fernandez, 80% dos pacientes em UTI não sobrevivem, taxa que tende a aumentar com abertura de mais leitos, com sobrecarga de trabalho e falta de profissionais capacitados. “Destinar a população a receber um leito de UTI é apenas dizer que vai ter uma morte mais suave”, afirmou.

Autor da audiência, o deputado Leandro Grass (Rede) defendeu um “pacto intersetorial, interinstitucional, social, coletivo e popular”, e anunciou a criação de um Comitê na CLDF, que reunirá câmaras técnicas e pesquisadores no acompanhamento das ações adotadas no DF. A carta aberta de lançamento do Comitê, lida por ele, defende que “as decisões tomadas pelo GDF sejam baseadas em dados e evidências, considerando a elevada carga de conhecimento científico disponível, mas que infelizmente vem sendo negligenciada”. Entre outros pontos, o distrital defendeu ênfase maior na inteligência epidemiológica, transparência sobre os critérios que definem as políticas, bem como auxílio a pequenos empresários e trabalhadores a fim de se adotar medidas restritivas mais eficazes.

O texto na íntegra você confere no site da Câmara Legislativa


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