Brasília, 14/06/2012 – Representando a OAB/DF, o advogado e professor de Direito Walter José Faiad de Moura fez – em 12 de junho – homenagem ao ministro Humberto Gomes de Barros na abertura da sessão da 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por ordem do Ministro Arnaldo Esteves, a mensagem foi consignada em ata e enviada aos familiares do ministro aposentado que faleceu na sexta-feira (08/06).

A 1ª Turma foi estrategicamente escolhida para a homenagem por ser o colegiado onde o ministro atuou por mais tempo no STJ. O tributo foi feito em nome da Ordem e de todos os advogados do Distrito Federal. “Essa singela e devida homenagem ao saudoso ministro Humberto Gomes de Barros faz parte da nossa manifestação de carinho e respeito por um profissional ético e combativo que muito doou à advocacia brasiliense”, lembra o presidente da OAB/DF, Francisco Caputo.

Alagoano de Maceió, Humberto Gomes de Barros foi membro do Conselho Seccional da OAB/DF por oito biênios consecutivos, de 1969 a 1985, e conselheiro federal da OAB, compondo a delegação do Distrito Federal, em 1991, quando foi indicado pela entidade para integrar o Superior Tribunal de Justiça pelo Quinto Constitucional. No dia 29 de maio, nas comemorações dos 52 anos da OAB/DF, o ministro foi condecorado com a Medalha Miranda Lima, honraria máxima da entidade, instituída para homenagear as personalidades que mais contribuíram para o engrandecimento e o aperfeiçoamento da advocacia do DF.

O ministro Gomes de Barros serviu, antes de integrar o STJ, como Procurador Geral do Distrito Federal, e há pouco como brilhante advogado. Alagoano de nascimento, elegeu Brasília como trilho de vida e leito de morte. “A perda é inestimável e todo floreio feito não alcança a grandeza da passagem que teve esse eminente ministro por esta Corte”, sentenciou Faiad de Moura, ao fazer a introdução da homenagem abaixo, elaborada e declamada por ele no Colegiado da 1ª Turma do STJ.

Humberto alegre, sempre menino,
Eis o mais nobre neto de Laurentino,
Talento de homem com letrado divino.

Humberto usineiro de virtudes e verdades,
A toga e a “moenda” não lhe furtaram humildade,
Sensível Juiz deixa respeito e saudades.

Humberto de Barros, sem vaidades,
Pena que o tempo escorreu nesta idade,
Mas poesias se gravam na eternidade.

Humberto amigo, sem nenhum desatino,
Com pingos de amor escreveu seu destino,
Nossa Senhora! Guarde bem este seu filho.

Reportagem – Helena Cirineu
Comunicação Social – Jornalismo
OAB/DF