Brasília, 17/6/2013 – A elevação das taxas de criminalidade e o incremento do consumo de drogas no Distrito Federal levaram a OAB/DF, por meio do seu vice-presidente, Severino Cajazeiras, em conjunto com a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), a Fecomércio, a Câmara Legislativa e a FACI/DF a assinarem a carta “O Grito de Brasília”. O documento é um manifesto que será entregue ao governador Agnelo Queiroz e a presidenta Dilma Rousseff, mostrando os pontos críticos da violência na Capital da República.

Representando o presidente da OAB/DF, Ibaneis Rocha, o vice-presidente Severino Cajazeiras participou do evento “Em ação pela paz”, na ACDF, na última sexta-feira (14), oportunidade em que foi assinado o manifesto. Em seu discurso, Cajazeiras disse que Brasília é uma cidade muito jovem para ter índices tão alarmantes de violência. “A nossa segurança pública é mantida pela União, enquanto os demais entes da federação são mantidos pelos Estados. O que falta para termos segurança?”, questionou.

reunião ACDF 14-06-2013 031O documento também foi assinado pelo presidente da ACDF, Cleber Pires, o Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, o Comandante Geral da Policia Militar, Jooziel Freire, o ex-senador e presidente da Fecomércio, Aldemir Santana, o ex-senador e presidente do Conselho Superior da ACDF, Lindberg Cury, e os deputados Celina Leão e Agaciel Maia.

Durante seu discurso, Cleber Pires disse que sociedade e autoridades devem se unir. “Será um grande passo para acabar esse mal que vem assustando o brasiliense e toda a classe empresarial”, apontou.

Sandro Avelar afirmou que “a segurança pública está combatendo a violência com todos os seus esforços”. Para ele, a questão social é fundamental. “Como podemos, com o mesmo efetivo de 1993, dar a mesma segurança daquela época? Temos de ter uma mudança de estrutura básica, de inclusão”, argumentou.

A carta diz que “a ACDF, a classe empresarial, o cidadão de bem, querem trabalhar de mãos dadas para amenizar e/ou coibirem e/ou extirparem essas células cancerígenas, todavia, o Estado precisa se fazer presente, sistematicamente, de forma imediata. O povo não suporta mais insegurança. O povo está sendo assassinado, estuprado, furtado, roubado e roga por soluções contundentes”. 

Íntegra da Carta “O Grito de Brasília”

Reportagem – Tatielly Diniz
Comunicação social – jornalismo
OAB/DF