O presidente em exercício da OAB-DF, Paulo Thompson Flores, recebeu Carlos Henrique da Silva, pai do advogado Edcarlo Henrique da Silva, morto sábado passado durante uma tentativa de assalto relâmpago, próximo ao Conjunto Nacional, em que era o refém. O encontro aconteceu na manhã desta quarta-feira (16) na sede da Seccional. O pai do jovem advogado pediu que a instituição acompanhe o andamento do caso para que haja transparência nas investigações. Para ele, houve “muita ação e pouca habilidade” da polícia na operação, o que o leva a suspeitar da ineficiência dos agentes envolvidos.

Durante o encontro, Thompson ligou para o presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-DF, Ibaneis da Rocha Barros Júnior, e. no ato, designou os advogados Flávio Brito e Marcelo Martins Cunha para acompanhar o inquérito. Com essa medida, Thompson espera assegurar a transparência no inquérito quanto a autoria do disparo que matou o jovem, verificar se a ação da polícia foi adequada e suscitar o debate sobre o preparo dos policiais para lidar com negociação de reféns. “O que aconteceu também leva a uma reflexão sobre segurança e violência em Brasília”, afirmou.

Carlos Henrique, pai de Edcarlo, acredita que houve muita força de ação por parte da polícia e pouca habilidade para lidar com a situação. “Que essa discussão sirva de prevenção. Tendo aparato policial não podemos admitir o desfecho”, disse o pai do jovem advogado.