Parceria que salva vidas: OAB/DF em campanha por doações de sangue ao Hemocentro de Brasília - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

Parceria que salva vidas: OAB/DF em campanha por doações de sangue ao Hemocentro de Brasília

Cada doação é única e insubstituível, capaz de salvar até quatro vidas

A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), com organização da sua OAB Jovem, Comissão de Direitos Humanos e Procuradoria-Geral de Direitos Humanos, está realizando, nesta semana, campanha em prol de doação de sangue para apoiar o Hemocentro de Brasília, “coração” do abastecimento de sangue da rede pública do Distrito Federal. A instituição também atende hospitais conveniados. Essa ação da OAB/DF é mais uma atividade que marca o Mês da Advocacia.

Para o Hemocentro, campanhas como a da OAB/DF são de extrema relevância para a manutenção dos estoques de sangue. Além de mobilizarem diretamente um grande número de doadores, têm o poder de ampliar a visibilidade da causa, já que contam com a credibilidade e o alcance de uma instituição respeitada e de grande representatividade social. “A OAB/DF, com sua capilaridade e influência, contribui não apenas com a doação em si, mas também como multiplicadora da mensagem solidária, inspirando outras entidades e cidadãos a seguirem o exemplo”, informa o Hemocentro, por meio de sua Assessoria de Comunicação.

E/D: advogadas e advogados Avny Gabriella, Elisangela Feltrin, Sofia Gomes, Carla Eugênia, Idamar Borges, Otilio Pinheiro e Gabriela Liberato

A campanha começou ontem (segunda-feira, 25) e vai até sexta-feira (29).

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Idamar Borges, procurador-geral de Direitos Humanos da OAB/DF

“Na campanha que estamos fazendo, advogadas e advogados, familiares e população em geral estão recebendo a mensagem de que doar sangue é um gesto de amor e de apoio a pessoas que precisam muito de cada um que puder comparecer ao Hemocentro agora ou em outros momentos também. Para doar, a pessoa pode entrar em contato com o Hemocentro e agendar”, explica o procurador-geral de Direitos Humanos da OAB/DF, Idamar Borges.

Veja, no link a seguir, o convite para participar da campanha, postado no Instagram da OAB/DF:

🩸 A solidariedade também faz parte da advocacia!

https://www.instagram.com/reel/DNyn2T1ZLXr/?igsh=YzJlNDN2ZDN4Yzlq

Importância de doar sangue

Diretora Jovem da OAB/DF, Sofia Gomes

“A nossa campanha vai até sexta-feira, dia 29, mobilizando não apenas advogados e advogadas, mas toda a comunidade do Distrito Federal. Acreditamos que as pessoas podem se sensibilizar e, inclusive, levar esse gesto para as suas vidas. Também podem impactar outros e ampliar as adesões”, diz a diretora jovem da OAB/DF, Sofia Gomes.

Advogada Kattia Maria Braz da Cunha, que participa das comissões de Direito das Famílias; da Mulher Advogada e da Saúde

Quem precisa?

Todos os dias, vidas são salvas graças à solidariedade dos doadores: crianças em quimioterapia, pacientes com doenças hematológicas, pessoas em cirurgias de alta complexidade e vítimas de acidentes graves.

A necessidade de sangue é contínua, porque não existe substituto para esse insumo vital. Cada doação é única e insubstituível, capaz de salvar até quatro vidas. O fracionamento em hemocomponentes amplia o alcance desse gesto simples, mas o tempo de validade — plaquetas duram apenas 5 dias, hemácias 42 dias e plasma/crioprecipitado até 2 anos congelados — mostra a importância de doações frequentes e regulares.

Solidariedade é fundamental

Advogado Otilio Pinheiro, da Comissão da Advocacia Jovem e Iniciante

Doar sangue é um ato de solidariedade que transcende o individual: é dar esperança a famílias inteiras, é devolver a chance de vida a quem está em luta pela sobrevivência. Por isso, nosso convite é permanente: doe sangue, doe vida.

Advogada Avny Gabriella, da Comissão da Advocacia Jovem e Iniciante
Advogados Frederico Augusto Dias da Cunha e Mariana da Silva Oliveira, da Comissão de Direito Agroalimentar e Nutricional
E/D: membros da Procuradoria-Geral de Direitos Humanos da OAB/DF, a procuradora Gabriela Liberato; o procurador-geral Idamar Borges; a procuradora-geral adjunta Cindy Porto e a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, Carla Eugênio

Para saber mais sobre o quanto é importante doar sangue e o que acontece após a doação, o Hemocentro respondeu perguntas que podem tirar dúvidas.

Confira:

Qual a demanda média diária/semanal por bolsas de sangue?

Em 2025, a média mensal está em aproximadamente 7.500 transfusões de hemocomponentes nos hospitais da rede pública do Distrito Federal, atendidos pela Fundação Hemocentro de Brasília. Optamos por apresentar a média mensal porque ela reflete melhor o cenário real de consumo, já que a demanda pode variar significativamente conforme a necessidade de pacientes em cirurgias, tratamentos oncológicos ou casos de emergência. Cada uma dessas transfusões só é possível porque uma única doação é processada e fracionada, multiplicando seu alcance. Para alcançarmos um estoque seguro e estratégico, estabelecemos a meta diária de 180 doações. 

Quantas vidas podem ser salvas com uma única doação?

Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Isso ocorre porque a bolsa coletada é fracionada em hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, cada um com finalidades terapêuticas distintas.

  • Hemácias: fundamentais em cirurgias, anemias graves e acidentes com grande perda de sangue (validade: 42 dias).
  • Plaquetas: essenciais para pacientes em quimioterapia ou transplantes de medula óssea (validade: apenas 5 dias).
  • Plasma e crioprecipitado: usados em distúrbios de coagulação e também encaminhados para a indústria farmacêutica, onde servem de base para a produção de medicamentos (validade: até 2 anos, quando congelados).

Essa versatilidade reforça como cada doação é insubstituível e pode transformar diferentes vidas.

Quais são os requisitos básicos para ser um doador?

Para doar sangue, é preciso:

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos devem apresentar autorização e documento do responsável; idosos só podem doar se já tiverem feito pelo menos uma doação antes dos 61 anos).
  • Pesar mais de 51 quilos e ter IMC igual ou superior a 18,5.
  • Estar bem alimentado e hidratado. Não pode doar em jejum, mas recomenda-se evitar alimentos gordurosos e derivados do leite antes da doação.

Mais detalhes sobre requisitos podem ser encontrados neste link:  https://www.hemocentro.df.gov.br/doacao-de-sangue/

Quais são os principais impedimentos temporários ou permanentes?

Alguns impedimentos são temporários:

  • Viagens a áreas endêmicas de malária: impedem a doação por 30 dias. Entre as áreas brasileiras, estão a Região Norte, Mato Grosso e Maranhão. No exterior, países como África do Sul, Angola, Bolívia, Índia, Indonésia, México, Peru, Tailândia, Venezuela, Vietnã, entre outros.
  • Tatuagem e piercing: impedem a doação por 12 meses. Esse prazo pode cair para 6 meses se o candidato apresentar nota fiscal do estúdio e registro na Vigilância Sanitária.
  • Gripe ou resfriado: é necessário aguardar 14 dias após o fim dos sintomas.
  • Cirurgias e procedimentos médicos: Em regra, cirurgias com anestesia geral impedem a doação por 6 meses, e com anestesia local, 3 meses. O tempo de impedimento, porém, varia conforme a complexidade.

Já os impedimentos definitivos incluem:

  • Diabetes tipo I e diabetes tipo II insulino-dependente
  • Doenças autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide e tireoidites autoimunes.
  • Doenças infecciosas crônicas ou graves que possam comprometer a segurança do receptor.


Mais detalhes sobre requisitos podem ser encontrados neste link: https://www.hemocentro.df.gov.br/doacao-de-sangue/

Como é o processo de doação de sangue?

Recepção e cadastro

Ao chegar ao Hemocentro, o voluntário apresenta um documento oficial com foto. Os dados são confirmados no sistema e o candidato recebe uma ficha de identificação, que o acompanhará em todas as etapas.

Pré-triagem

Em seguida, são realizadas verificações simples, como aferição da pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura corporal, peso, altura e dosagem rápida de hemoglobina. Esses exames asseguram que a pessoa esteja em boas condições para doar naquele momento.

Triagem clínica

O próximo passo é uma entrevista individual e confidencial com um profissional de saúde. Nela, são avaliados o histórico clínico, hábitos de vida, uso de medicamentos e possíveis situações de risco para garantir a segurança do receptor do sangue. Apenas quem atende a todos os requisitos segue para a coleta. Nesse intervalo, antes de doar, o candidato recebe um suco e biscoitos, reforçando a hidratação e a alimentação para maior conforto e segurança durante o procedimento.

Coleta de sangue

A coleta é feita em ambiente confortável, com materiais totalmente estéreis e descartáveis. O procedimento dura de 8 a 12 minutos, período em que são coletados entre 405 ml e 465 ml de sangue, conforme o peso do doador. Durante todo o tempo, a equipe acompanha o voluntário, garantindo tranquilidade e segurança.

Lanche

Após a coleta, o doador recebe um lanche leve e orientações sobre os cuidados para as horas seguintes, como manter boa hidratação e evitar esforços físicos intensos. Ele permanece em observação por cerca de 15 minutos antes de ser liberado, assegurando seu bem-estar imediato.

É necessário agendamento?

O atendimento é preferencialmente agendado, garantindo conforto ao doador e melhor organização do fluxo de atendimento.

O agendamento pode ser feito pelo site agenda.df.gov.br ou pelo telefone 160 (opção 2).

Também é possível doar sem agendamento, por encaixe, conforme a disponibilidade de vagas e a capacidade máxima de atendimento.

Para grupos, o agendamento é feito pelos telefones (61) 3327-4413 ou (61) 3327-4447, de segunda a sábado (exceto feriados), das 7h às 18h.

Horário de funcionamento

De segunda a sábado (exceto feriados), das 7h15 às 18h.

Documentos necessários

É necessário apresentar somente um documento de identificação oficial com foto (original ou cópia autenticada), em bom estado e dentro da validade.

São aceitos: RG, CNH, passaporte, carteira de trabalho, certificado de reservista e carteiras de classe.

Também são aceitas as versões digitais em aplicativos oficiais. 

Não são aceitos crachás funcionais, carteiras estudantis, certidões de nascimento, fotos ou prints de documentos. 

Menor de 18 anos deve apresentar o formulário de autorização e cópia do documento de identidade com foto do pai, mãe ou tutor/guardião.

O formulário pode ser baixado na página: https://www.fhb.df.gov.br/autorizacao-para-doador-menor-de-idade/ 

Cuidados antes e depois da doação

Antes da doação:

O doador deve dormir pelo menos 6 horas, não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores, manter-se bem hidratado e vestir roupas confortáveis. É essencial estar bem alimentado: não se pode doar em jejum.

Recomenda-se evitar alimentos gordurosos (como leite, derivados, frituras, massas, ovos, chocolate, sorvetes, entre outros) nas 3 horas que antecedem a doação.

Caso a doação seja feita após o almoço, é necessário aguardar 2 horas e priorizar refeições leves, como carnes grelhadas, arroz, feijão e saladas.

Após a doação:

O doador deve permanecer 15 minutos em observação, ingerir bastante líquido nas 24 horas seguintes, evitar bebidas alcoólicas nesse período, não realizar atividades físicas intensas ou trabalhos que exijam muita atenção nas 12 horas posteriores e não dirigir veículos pesados ou motocicletas, especialmente se for a primeira doação.

Histórias de impacto

O Hemocentro destaca duas histórias de pacientes que precisaram de transfusão de sangue, disponíveis em seu site:

Doadores de sangue do Hemocentro de Brasília ajudam a salvar vida de bebê no útero da mãe: https://fhb.df.gov.br/w/doadores-de-sangue-do-hemocentro-de-brasilia-ajudam-a-salvar-vida-de-bebe-no-utero-da-mae

Hemocentro de Brasília mobiliza doadores de sangue raro e ajuda a salvar vida de bebê com doença cardíaca grave: https://fhb.df.gov.br/w/hemocentro-de-brasilia-mobiliza-doadores-de-sangue-raro-e-ajuda-a-salvar-vida-de-bebe-com-doenca-cardiaca-grave 

Outras formas de apoio – cadastro de medula óssea

Além da doação de sangue, os voluntários também podem se cadastrar como doadores de medula óssea. É preciso ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doenças infecciosas ou incapacitantes. O cadastro deve ser agendado pelo site agenda.df.gov.br

No dia marcado, o voluntário comparece ao Hemocentro com documento oficial com foto. É retirada uma pequena amostra de sangue para exame de compatibilidade genética (HLA), e os dados são incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). O cadastro permanece ativo até os 60 anos, sendo essencial manter os dados sempre atualizados em redome.inca.gov.br

Fotos: Roberto Rodrigues
Jornalismo OAB/DF; Informações úteis: Assessoria de Comunicação Social da Fundação Hemocentro de Brasília



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