
No palco do III Congresso Nacional de Direito do Agronegócio, a Embrapa, representada por Fabiana Carneiro Pires (foto), lançou luz sobre a notável trajetória do agronegócio brasileiro. Uma história de sucesso em que a pesquisa científica transformou terras e elevou a produtividade a níveis globais, sempre com foco na sustentabilidade.
A mensagem central foi a indissociável união entre inovação tecnológica e segurança jurídica, revelando como a expertise da Embrapa pavimenta o caminho para um setor mais competitivo, resiliente e preparado para os desafios climáticos e as pautas de inclusão digital do futuro.
Veja aqui como foi a abertura do III Congresso Nacional de Direito do Agronegócio do Distrito Federal
Leia, a seguir, os principais trechos do discurso proferido por Fabiana Carneiro Pires, chefe de Assessoria Jurídica da Embrapa, representando Silvia Massruha, presidente da Embrapa, durante o III Congresso Nacional de Direito do Agronegócio do Distrito Federal.
“Devido a pesquisa científica nas últimas 5 décadas a produção de grãos aumentou cerca de +500%, enquanto a área plantada cresceu cerca de 150%, significa que a produção de uma maneira geral cresceu muito mais do que a área plantada, ou seja, por meio da ciência, tecnologia e inovação produzimos mais, utilizando uma área menor.
Foi à ciência tropical — desenvolvida pela Embrapa e seus parceiros — que domou os solos ácidos do Cerrado, criou cultivares adaptadas, inovou no manejo, corrigiu fertilidade transformando a produção tropical.
Com isso, a produtividade média da soja brasileira triplicou de pouco mais 1.000 kg/ha, na década de 1970, para cerca de 3.600 kg/ha nas estimativas recentes (IBGE).
Mas produtividade é apenas parte da história. Segurança jurídica e ciência caminham juntas.
A Embrapa contribui significativamente para políticas públicas estruturantes como no caso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que orienta crédito e seguro ao produtor, à recuperação de pastagens degradadas, passando pelo programa de agricultura de baixo carbono (ABC), integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e bioinsumos.
O ZARC, por exemplo, é um divisor de águas: organiza o risco climático, traz previsibilidade e transforma desenvolvimento tecnológico em investimento real para o campo brasileiro.
A sustentabilidade e competitividade não são antagonistas. São faces de uma mesma estratégia nacional, que ganharam força em programas como o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+) e na adoção massiva da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (o ILPF), que é um sistema de produção sustentável e regenerativo.
O papel do setor jurídico da Embrapa é central nesse ecossistema: seja no estabelecimento do Núcleo de Inovação Tecnológica dentro da empresa, seja na estruturação conjunta com as áreas técnicas de pesquisa, desenvolvimento e inovação e de novos modelos de negócios, de novas parcerias públicas e privadas, sempre subsidiando juridicamente os gestores da Embrapa nas suas tomadas de decisões, garantindo a segurança jurídica da empresa.
Não posso deixar de destacar as realizações científicas como a fixação biológica de nitrogênio, trabalho que rendeu à nossa pesquisadora Mariângela Hungria o “Nobel da Agricultura” (World Food Prize), orgulho do país e exemplo de como o conhecimento transforma práticas.
A fixação biológica de nitrogênio reduz a dependência de fertilizantes químicos, resultando em economia de custos e promovendo uma agricultura mais sustentável e econômica, diminuindo o impacto ambiental e aumentando a rentabilidade na produção.
Mas não paramos aí, atuamos também em tecnologias do futuro: investimos em tecnologia digital, inteligência artificial, internet das coisas, aplicativos móveis, inclusão digital e conectividade (como o projeto Semear Digital, que é da nossa presidente!), sempre aproximando a ciência do produtor, com foco especial nas realidades de pequenos e médios agricultores. Dados abertos e inclusão social são instrumentos para uma agricultura mais diversa e resiliente.
Novos marcos legais, como de cultivares e seguro rural, hoje se ancoram em evidências científicas produzidas por nosso time.
Somos referência internacional por transformar desafios tropicais em exemplos de produtividade e competitividade. A Embrapa possui uma diversidade em pesquisas, como a nossa presidente tem o costume em dizer a “Embrapa possui pesquisas do açaí ao zebu”, essa amplitude de atuação demonstra a capacidade da Embrapa de desenvolver tecnologia e conhecimento para diversos setores da agricultura e da pecuária brasileira.
A Embrapa terá uma participação central na COP 30 em novembro, realizará o evento “Jornada pelo Clima” na AgriZone em Belém, que tem como objetivo promover o conhecimento sobre agricultura e clima, fortalecendo e apresentando tecnologias e pesquisas que contribuem para a sustentabilidade do setor. Organizará em parceria com a CNA, CNI, Sebrae e outras empresas privadas uma casa do agricultor com vitrine tecnológica, apresentando soluções agropecuárias sustentáveis.
As mudanças climáticas são um desafio que exige respostas coletivas. Assim, uma das frentes para a realização da “Jornada pelo Clima” é a realização de diálogos regionais em todos os biomas brasileiros, denominado “Diálogos para o Clima”, com especial atenção para a escuta de produtores pequeno, médio e grande porte.
A agenda dos “Diálogos para o Clima”, contempla sete edições ao longo de 2025, cada uma conectada a um tipo de bioma brasileiro e seus desafios específicos. Os eventos diálogos sobre os biomas estão sendo realizados desde o mês de maio e se finalizará com o Bioma Mata Atlântica, agora em outubro.
A COP 30 oferecerá uma oportunidade singular para impulsionar políticas que assegurem a segurança alimentar sem comprometer os recursos naturais, em um contexto em que a sustentabilidade é o caminho para o futuro da agricultura global.
Agradeço mais uma vez, em nome da Presidente Silvia a bela homenagem (recebida durante a abertura do III Congresso Nacional de Direito do Agronegócio do Distrito Federal) e convido a todos que tenham interesse em conhecer um pouco mais sobre a Embrapa que acessem o seu site, vão encontrar diversas informações sobre seus pilares, suas ações, tecnologias, publicações, cursos, entre outros. Afinal, a Embrapa é nossa.”
Jornalismo OAB/DF
