
A Comissão de Combate à Violência Doméstica da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) promoveu uma visita à Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia, nesta quarta-feira (12). A iniciativa teve como objetivo acompanhar de perto os serviços oferecidos e reforçar o compromisso da Ordem com o apoio às vítimas de violência doméstica e à promoção de sua autonomia.

A presidente da Comissão, Leila Santiago, que já esteve no local por diversas vezes, ressaltou a importância da Casa como um espaço de união e apoio: “O que fica para mim é que, de fato, a união faz a força. Lá é um aparelho público onde não apenas as vítimas de violência doméstica são recebidas, mas também a população em geral, em uma espécie de escola no segundo andar.”
Cursos profissionalizantes e autonomia financeira

Um dos pontos destacados por Leila Santiago foram os cursos profissionalizantes oferecidos, que capacitam as mulheres para o mercado de trabalho. Áreas como informática, cuidador de idosos, copeira, trancista e nail designer estão entre as opções. Ao concluir, as participantes recebem certificação e, em alguns casos, kits com materiais para iniciar seus próprios negócios. “Muitas vezes, elas saem de lá com o próprio material para já começar a empreender de casa, como vimos com as mulheres que finalizaram cursos de trancistas e nail designer”, explicou Leila.
Para garantir o acesso a esses cursos, a Casa da Mulher Brasileira oferece vale-transporte, com um valor que pode ultrapassar R$ 400, custeando o deslocamento das mulheres até o local.
Aluguel social: um alicerce para recomeçar

A presidente da Combate à Violência Doméstica da Seccional enfatizou o benefício do aluguel social, destinado a vítimas de violência doméstica com medida protetiva de urgência vigente. Esse auxílio, no valor de R$ 600, pode ser concedido por até 12 meses. “A ideia desse aluguel social é que essa mulher tenha uma renda, seja para pagar um aluguel em algum lugar, seja para custear algo para já começar a dar os primeiros passos para se reencontrar profissionalmente”, afirmou Leila. O benefício pode ser acumulado com outros programas governamentais, sem prejuízo à sua finalidade.
Durante a visita, as integrantes da Comissão foram recebidas pela equipe técnica da Casa, que apresentou os dois principais eixos de atuação do espaço: capacitação profissional e acolhimento a mulheres vítimas de violência.
Além do eixo profissionalizante, a Casa da Mulher Brasileira também realiza atendimento integral e humanizado às mulheres vítimas de violência doméstica, funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana. O espaço oferece acolhimento psicossocial, escuta qualificada e, em casos de risco iminente, alojamento de passagem por até 48 horas para as mulheres e seus filhos pequenos.

A visita à Casa da Mulher Brasileira reitera a mensagem da OAB/DF de que, após vivenciar a violência doméstica, é possível encontrar um novo caminho. Com o apoio das pessoas e instituições certas, a reconstrução profissional e pessoal se torna uma realidade, permitindo que as mulheres encontrem um novo significado para suas vidas.
Fotos: Roberto Rodrigues
Jornalismo OAB/DF
