OAB/DF participa da campanha "He for She" em ação pelos 21 dias de ativismo contra a violência de gênero - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

OAB/DF participa da campanha “He for She” em ação pelos 21 dias de ativismo contra a violência de gênero

A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) aderiu à campanha global HeForShe, da ONU Mulheres, fortalecendo o movimento de engajamento masculino na defesa dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência de gênero, com ênfase no ambiente digital. A ação integra o calendário dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, mobilização internacional realizada anualmente.

Criada pela ONU Mulheres em 2014, a campanha Eles Por Elas – He For She surgiu como um movimento de solidariedade global, com o objetivo de envolver homens e meninos na promoção da igualdade de gênero. A campanha defende a participação coletiva como elemento central para mudanças estruturais, como a divisão equilibrada das responsabilidades de cuidado, o fortalecimento da autonomia feminina e o acesso igualitário a espaços de poder e decisão.

Foto: divulgação

Sob o lema Ele por Ela. Nós por Elas, a campanha adotada pela OAB/DF coloca em evidência o combate à violência digital, reforçando que ataques virtuais, difamação e discursos de ódio não são opiniões, mas agressões com consequências reais. A iniciativa também busca estimular a denúncia, o apoio às vítimas e a construção de ambientes mais seguros, tanto no meio virtual quanto presencial.

Para a diretora da Mulher da OAB/DF, Nildete Santana, a campanha busca tornar evidente um problema frequentemente naturalizado. “Com esta campanha, reafirmamos que a violência contra mulheres e meninas não é um problema restrito, ela se espalha pelas redes, atinge reputações, destrói vidas e precisa ser enfrentada com a mesma seriedade da violência física. Nosso compromisso é tornar visível o que muitas vezes é naturalizado, mostrando que agressões digitais também são reais e têm consequências profundas.Queremos que cada pessoa compreenda seu papel na prevenção, na denúncia e no acolhimento, porque só com uma ação coletiva poderemos construir ambientes — virtuais e presenciais — verdadeiramente seguros e igualitários.”

A presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar, Leila Santiago, reforça que a participação dos homens é elemento-chave para a transformação social. “A participação masculina é decisiva para romper ciclos de silêncio, desafiar estereótipos violentos e construir ambientes mais seguros, respeitosos e igualitários. Quando os homens se posicionam, reconhecem seus privilégios e se tornam agentes ativos de transformação, enviam uma mensagem poderosa: não haverá tolerância para qualquer forma de violência doméstica e familiar.”

Jornalismo OAB/DF

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