Nesta quinta-feira (19), a Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) recebeu o “Congresso Pré – XV Fórum Permanente de Processualistas Civis”, que reuniu especialistas e profissionais do Direito para um dia de debates intensos sobre temas fundamentais do processo civil.
Para o presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, sediar o evento em prol dos processualistas é uma grande honra para a casa. “Muitos falam que o novo Código de Processo Civil (CPC) é o código dos advogados, e eu considero isso um elogio. Somos nós que temos essa missão de fazer com que ele funcione e cumpra seu papel junto à cidadania, e esse congresso é mais uma chance de discutirmos a construção desta nova ferramenta jurídica”, comenta Poli.

Realizado no Auditório José Paulo Sepúlveda Pertence, o evento contou com uma programação diversificada, e teve a presença de importantes lideranças e estudiosos do tema.
Durante o dia, quatro painéis abordaram tópicos como meios adequados de resolução de conflitos, novas tecnologias e devido processo legal, questões repetitivas e uniformização do direito, além de fato e consensualidade em ações de controle concentrado.

Luiz Henrique Krassuski Fortes, presidente da Comissão de Processo Civil que também participou da mesa de abertura, falou sobre o potencial inovador de eventos como esse. “Quantas novas vozes surgiram e foram ouvidas em congressos como este e que passaram a trazer novas visões sobre o processo civil. E hoje temos inúmeras pessoas muito talentosas e que nos trarão grandes discussões e soluções que auxiliarão em nosso dia a dia de trabalho como advogados. É para isso que estamos aqui, para nos prepararmos para os desafios da nossa profissão”, registrou.
Desafios do novo CPC
A presidente da Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal (CAADF), Lenda Tariana, contou que ao sair da universidade já teve que enfrentar todas as mudanças de um novo Código Civil, e só com a união de muitas pessoas esse desafio transformou-se em oportunidade. “Sempre brinco que em um caso como esse podemos encarar tudo de duas formas, uma pensando que tudo que eu aprendi na faculdade agora ficou para trás, a outra é como uma oportunidade, pois todos nós partiremos do mesmo ponto a partir de agora. E a partir desse desafio comecei a me reunir com mais pessoas, com as mulheres da Associação Brasileira Elas no Processo (ABEP), para nos aprofundarmos no estudo deste novo código em oportunidades como esta, enriquecendo o debate e trazendo uma luz técnica sobre como utilizar essa ferramenta da melhor forma”, ressaltou Lenda.

Também fizeram parte da mesa de abertura Cássio Scarpinella Bueno, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Processual Civil (IBDP); Beclaute Oliveira Silva, presidente da Associação Norte e Nordeste de Professores de Processo (ANNEP); Carol Caputo, presidente da Associação Brasiliense de Direito Processual Civil (ABPC); América Cardoso Barreto Lima Nejaim, presidente da Associação Brasileira Elas no Processo (ABEP); Mateus Costa Pereira, presidente da Associação Brasileira de Direito Processual (ABDPRO); Frederico Távora, presidente da Associação Brasileira de Estudantes de Direito Processual (ABEDP); Rita Dias Nolasco, coordenadora do Projeto Mulheres no Processo; Janaína Noleto, representante do Coletivo Processualistas; Rogéria Dotti, presidente da Comissão Especial do Código de Processo Civil do Conselho Federal da OAB; e João Carlos Souto, diretor da Escola Superior da Advocacia Geral da União (AGU).
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Fotos: Alex Bandeira
Jornalismo OAB/DF
