A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) aplica, na tarde deste domingo (12), a prova de seleção para a segunda turma de 2026 do Programa de Residência Jurídica. Ao longo de cinco horas, 280 advogados e advogadas testarão seus conhecimentos em uma das seis salas da sede da OAB/DF. O resultado final está previsto para o dia 23 de julho.

Para a copresidente da OAB/DF e coordenadora do Programa de Residência Jurídica, Roberta Queiroz, que passou nas salas para desejar uma boa prova aos candidatos, o programa “é o coração da gestão” e tem apresentado resultados positivos ao promover o crescimento pessoal, social e profissional dos participantes.

“Esse programa verdadeiramente gera o crescimento, tanto pessoal quanto social e profissional, do advogado e da advogada que participam. E, no final do curso, muitos são agraciados com a contratação dos escritórios. Isso é a grande alma desse curso: colocar na vitrine pessoas que querem trabalhar e que acabam sendo escolhidas porque conseguem ter a oportunidade de mostrar o interesse no aperfeiçoamento e na atividade profissional”, afirma.

A prova foi desenvolvida por professores voluntários. Entre eles, Roberta Queiroz (Direito Civil), Leandro Alencar (Direito e Processo do Trabalho), Lorena Campos (Direito Penal), Maria Cristina Barreiros (Estatuto Ética), Michele Tonom (Direito Processual Penal), Patrícia Dreyer (ECA e CDC), Raquel Lucas Bueno (Direito Processual Civil).
Nesta edição, são ofertadas 100 vagas, sendo 50 para Advocacia Jovem e 50 para a Advocacia 5+. O programa também reuniu 83 escritórios mentores para a realização da parte prática da residência.
Ao final, os profissionais aprovados em todas as etapas do programa recebem uma certificação de Pós-graduação Prática em Residência Jurídica.
O direito na prática
Formado desde 2024, o advogado Lucas Doutor de Faria, 24 anos, busca especializar-se em Direito Trabalhista e conta que o Programa é uma chance ímpar para quem está dando os primeiros passos na advocacia.
“É uma oportunidade muito boa para quem ainda não teve tanto contato com o mundo real, jurídico, como eu. Não tive muita oportunidade de fazer estágio em escritórios, por exemplo, quando ainda estava na graduação. Será de grande valia fazer uma prova e, eventualmente, entrar num programa tão bom”, disse.

Uma nova fase
Concorrendo na modalidade Advocacia 5+, a advogada Marluce Fernandes, 51, pretende atuar no Direito Penal. Ela também é servidora pública aposentada da educação e tem expectativa de utilizar a bagagem de estudos para ter um bom resultado na prova.
“Espero que todo esse meu conhecimento seja proveitoso agora, que eu consiga fazer uma boa prova, ser aprovada e adquirir prática. Porque, na faculdade, a gente aprende muito a teoria, e a prática fica um pouco a desejar. Meu estágio foi em uma repartição pública, mas eu não consegui atuar com segurança também. Então, por meio da residência jurídica, eu pretendo efetivamente me tornar uma advogada”, afirmou.

Fotos: Ronaldo Debret
Jornalismo OAB/DF
