“O novo normal abriu as portas para a jovem advocacia porque igualou todos”, diz Daniela Teixeira

A conselheira federal Daniela Teixeira (foto), que recentemente passou o comando da Comissão Nacional da Jovem Advocacia a Amanda Magalhães, fez a primeira aula magna da I Semana da Jovem Advocacia do Distrito Federal. Ela tem sido uma incentivadora e uma inspiração para os profissionais da nova advocacia e foi homenageada pelos participantes da abertura do evento por sua trajetória de lutas pela inclusão de mulheres e de jovens no Direito. Segundo Daniela, a pandemia fez com que todos ficassem “igualados”.

“Não há nada de bom, na verdade, com a pandemia, mas o novo normal abriu as portas para a jovem advocacia porque igualou todos”, disse Daniela. Os mais experientes e os mais jovens têm de se atualizar a respeito de uma série de resoluções e de novas leis. “Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em três meses, caminhamos 10 anos. Cenário novo. Oportunidade para a jovem advocacia”, explicou.

Na visão de Daniela Teixeira, a juventude tem vantagens: “sustentação oral, audiências e outros procedimentos, agora, são feitos virtualmente”. Assim, “se um cliente for contratar alguém, vai escolher quem está preparado digitalmente”.

Antes, o que os advogados mais experientes ouviam dos mais jovens eram questões que envolviam saber, por exemplo, se compensaria montar um escritório. “O cliente vai entender que não tenho sede?”, perguntavam. “Isso está superado. Atendemos virtualmente, os processos são todos digitais. Assim, o advogado não precisa mais nem sequer vir a Brasília. Custo zero. É um Brasil de oportunidades.”

Outro aspecto interessante, segundo Daniela, é a formação. Está mais facilitada e valorizada pelo meio on-line. “Antes, as pessoas questionavam: pós-graduação on-line? Hoje, as melhores universidades oferecem cursos on-line”.

Ela sugeriu à jovem advocacia aproveitar a programação das Escolas Superiores de Advocacia (ESAs) das Seccionais. “Muitos cursos são gratuitos. Uma resolução que saiu em maio, por exemplo, é interessante para quem começou agora e para quem é mais experiente. A pandemia trouxe muitas mudanças e todos precisam estudar e atualizar conhecimentos.”

Presença digital

Para Daniela Teixeira, é importante entender que a OAB não aprova uma divulgação digital mercantilista. “Não posso fazer uma live para dizer ‘sou a rainha do divórcio’, mas posso fazer uma live para falar sobre questões de família etc. Vale a pena! Você pode tornar-se conhecida(o). As pessoas precisam ver que você tem uma especialidade em um ramo do Direito. Mostre conteúdo, fale do que sabe.”

Como fazer o conteúdo? Daniela entende que o profissional, primeiramente, precisa distinguir se quer firmar-se como perfil de pessoa “influenciadora” ou como de pessoa ligada à imagem da advocacia. “Se quiser destacar-se como advogada, precisa ter foco no cliente. Afinal, o que o cliente gostaria de ver nas suas redes digitais? O recado que você quer passar está claro o suficiente? O cliente entende? Faz que tenha segurança em contratar você? Se sim, publique! Se não, não publique! Não tenha a ilusão de que a sua rede social não será vista pelo seu cliente, pelo seu adversário, pelo juiz. Assim, faça da sua rede social um cartão de visita.”

Um conselho final de Daniela: “as redes sociais trazem o risco de você publicar algo que, amanhã, poderá prejudicar uma futura contratação”. Para ela, cada conteúdo deve ser pensado para o resultado imediato, mas de olho, também, no que trará de consequências no futuro.

A I Semana da Jovem Advocacia do Distrito Federal  é um evento inédito, on-line e gratuito. Continua hoje (16) e amanhã (17). Confira aqui a programação que está acontecendo. Participe!

Veja aqui no YouTube como foi a abertura do evento.

Comunicação OAB/DF

Texto: Montserrat Bevilaqua


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