A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Distrito Federal, repudia atitudes da Polícia Federal que limitam e tentam impedir o exercício pleno da advocacia . Delegados da PF tem criado embaraços, por meio de argumentos administrativos e de segurança, para dificultar e impedir o acesso dos advogados aos seus clientes acusados e presos na chamada Operação Hurricane. Um custodiado já permaneceu mais de 24 horas incomunicável, sem acesso a seu advogado. A OAB-DF tomará atitudes necessárias para garantir o exercício profissional dos operadores do Direito, inclusive contra servidores públicos que têm desrespeitado as normas vigentes e a Constituição Federal. Desde sexta-feira o secretário-geral da OAB/DF no exercício da presidência, Luiz Eduardo Sá Roriz, mantém contatos com os advogados que estão na Superintendência da PF em Brasília. A Comissão de Prerrogativas da OAB/DF também está presente no local. O desrespeito ao exercício da advocacia já foi comunicado ao presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto. Tanto a OAB/DF como o Conselho Federal da Ordem levarão os fatos ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, para que  responsabilidades sejam apuradas. Até mesmo para que o processo e o esforço da Polícia Federal não sejam anulados.