Subseção de Taguatinga debate desigualdade racial no envelhecimento populacional - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

Subseção de Taguatinga debate desigualdade racial no envelhecimento populacional

Na última semana, a Subseção de Taguatinga, por meio das comissões de Direitos da Pessoa Idosa, Igualdade Racial e das Diretoria e Ouvidoria de Igualdade Racial promoveu a palestra “A desigualdade racial no envelhecimento populacional”, ministrada pelo secretário nacional da Pessoa Idosa, Alexandre Silva. 

Fizeram parte da mesa a secretária-geral da Subseção Miryan Guimarães, o diretor de Honorários José Hailton Diana Junior, o conselheiro Fábio Nomeny, a diretora de Igualdade Racial Denise da Costa Eleutério e a presidente da Comissão Direitos da Pessoa Idosa da Subseção de Taguatinga e presidente da Comissão da Pessoa Idosa do IBDFAM-DF, Ilse Guimarães Pereira.


A presidente da Subseção de Taguatinga, Wanessa Aldrigues, evidenciou a importância do trabalho conjunto e a escolha do tema. “A desigualdade racial e o envelhecimento são uma realidade que ainda impõe desafios profundos à nossa sociedade, já que a população negra está imersa em múltiplas camadas de vulnerabilidade desde a infância. Então esse encontro promovido pelas nossas comissões, diretoria e ouvidoria reforça o compromisso que a advocacia tem com a construção de um futuro mais justo, inclusivo e digno para todos”, destacou.  

Para Denise da Costa, a palestra trouxe um aprendizado grandioso, especialmente no contexto do acelerado envelhecimento populacional brasileiro. “Debater essa temática com recorte racial, evidencia o entrosamento e a preocupação das comissões em visibilizar essa parcela da população, pois a sociedade brasileira é formada por uma diversidade racial que deve  ser observada e atendida, visando sempre a dignidade da pessoa humana”, pontuou. 


Ilse Guimarães destacou a importância de considerar os inúmeros fatores que contribuem para a longevidade. “A desigualdade social,  o racismo, a dificuldade de acesso à saúde diminuem a longevidade das pessoas negras. O racismo é uma das formas de violência que impede o envelhecimento da população negra”, disse. 

Para Zilda Moreira, que atuou na organização do evento, a iniciativa visa ampliar o debate do tema e a busca coletiva de soluções. “O tema ainda demanda maior visibilidade, especialmente no âmbito das políticas públicas e do meio jurídico”, destacou. 

O tema
A palestra evidenciou que o envelhecimento da população negra é um processo profundamente marcado pelas desigualdades sociais acumuladas ao longo da vida, demandando ações intersetoriais para garantir direitos e dignidade. 


O palestrante mostrou o perfil das pessoas que conseguem envelhecer tendo em vista que no Brasil  a população negra corresponde a 56% da população. A população negra idosa, no entanto, corresponde a 48% da população idosa, segundo dados do IBGE.

A expectativa de vida de homens negros é de 68,65 anos, contra 74,52 anos de homens brancos, uma diferença de quase 6 anos, apontando um impacto direto do racismo na longevidade. Os dados são do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds) em parceria com o Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG (Cedeplar/UFMG).

Jornalismo OAB/DF

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