Exame de Ordem: a empatia da nova geração da OAB/DF - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

Exame de Ordem: a empatia da nova geração da OAB/DF

Roberta Queiroz e o time de jovens advogados e advogadas na entrega de kits da OAB/DF para acolher os examinandos da 2ª fase do 43º Exame de Ordem Unificado

Neste domingo (16), uma cena carregada de simbolismo marcou o acesso ao UNICEUB: milhares de candidatos à 2ª fase do 43º Exame de Ordem Unificado (EOU) foram recepcionados pela juventude da OAB/DF. Com incentivo e um “kit da aprovação”, advogados e advogadas das Comissões de Estágio e Exame de Ordem, da Advocacia Jovem e Iniciante (CAJI) e do Conselho Jovem ofereciam um acolhimento especial. Afinal, muitos deles, há pouco tempo, sentiram o mesmo ‘frio na barriga' que agora ajudavam a amenizar.

Vice-presidente da OAB/DF destaca a importância dos estudos e da dedicação de cada examinando para a conquista de sua carteira de Ordem

A presença da diretoria da Seccional, representada pela vice-presidente Roberta Queiroz, reforçou a importância do momento. “Nossos jovens advogados e advogadas participam ativamente e com grande entusiasmo e sentimos que é muito relevante essa colaboração”, celebrou Roberta. Ela lembra que o Exame da Ordem acontece três vezes ao ano, sempre abrindo espaço para novos talentos. Para ela, o incentivo na chegada é fundamental. “Estudar, ter muita dedicação e até sofrimento emocional pela autocobrança faz parte da caminhada de que quem quer se formar e passar neste Exame, mas é algo que se compensa com a glória de conquistar a carteira definitivamente”, assinalou.

Comissão de Estágio e Exame da Ordem da OAB/DF: E/D Emilly, Rodrigo, Maria Fernanda e Jheiny

Com sorrisos e palavras de incentivo, os jovens advogados entregavam sacolas com água, caneta e barra de cereal, e mais do que esbanjando empatia. Todos lembraram que pouco tempo antes estiveram ali, no lugar dos examinandos. Essa experiência marcante os atraiu para dentro da OAB/DF, mostrando que a jornada na advocacia, uma profissão essencial à sociedade, não precisa ser solitária.

Do banco de examinando à liderança da Ordem

Rodrigo Cabral, 26 anos, presidente da Comissão de Estágio e Exame da Ordem da OAB/DF (foto), é um desses exemplos. Aprovado antes mesmo de colar grau, ele destaca a condição emocional como o fator mais decisivo. “Essa é uma prova que não tem concorrência, não tem um número de vagas, e todo mundo pode passar, ou reprovar, dependendo do preparo e da condição emocional principalmente”, explica. Para Rodrigo, estar ali é uma forma de retribuir o que já recebeu da Ordem: “Eu precisei do apoio da OAB/DF para questões de prerrogativas e para montar meu escritório com meus dois sócios, e enxergo que esta é uma instituição que tem presença constante em nossas vidas”.

A vice-presidente da Comissão de Estágio e Exame da Ordem da OAB/DF, Emilly Mareco, 27 anos (foto), formou-se em 2020, durante a pandemia, e viu o Exame ser suspenso. Aprovada em 2021, hoje atua em Tribunais Superiores e se sente realizada com sua escolha. Emilly ressalta que a advocacia é uma profissão sem limite de idade — “me formei com um senhor de 60 anos que foi buscar o curso quando teve possibilidades”. Para ela, estar na porta do UNICEUB é também um convite para a jornada que continua na Ordem. “A Ordem abre portas para a gente ir para o mercado e para a gente estar aqui apoiando os colegas”, garante.

Maria Fernanda Martins da Silva, 24 anos (foto), secretária-geral da Comissão de Estágio e Exame da Ordem da OAB/DF, viveu a experiência do exame ainda na faculdade, aos 22 anos. Ela enfatiza o preparo psicológico como essencial. “Ser uma advogada jovem, no começo, traz dúvidas, porque a gente não se sente tão preparada”, confessa. Contudo, sua atuação na OAB/DF e a participação no Residência Jurídica a ajudaram a construir uma rede de apoio e a ganhar confiança.

Jheiny Maíra Nunes de Carvalho, 31 anos (foto), secretária-geral adjunta da Comissão de Estágio e Exame da Ordem da OAB/DF, guarda a lembrança do kit recebido como um amuleto. “Eu estava super nervosa, e não sabia que o pessoal da OAB/DF vinha. Então, um rapaz me entregou o kit e falou: ‘Olha, esse aqui é o kit da aprovação! Se você usar esta caneta, vai passar!'”, relembra. Jheiny, que admite ter se sentido “muito perdida no início” da carreira, encontrou seu rumo no programa Residência Jurídica, onde se desenvolveu e mais tarde se tornou monitora. Para ela, a OAB “segura mesmo na mão de quem ingressa na carreira, e isso fez toda a diferença”.

A nova geração de advogados se manifesta

Para os jovens líderes, o domingo foi um momento de dividir uma sensação contagiante, a de ver as pessoas com o brilho nos olhos diante do acolhimento. “O que fazemos aqui é uma retribuição do que tivemos de bom na nossa vez”, resume Maria Fernanda.

Deilhamar Rodrigues da Silva e Rodrigo Carlos de Sousa estavam entre os muitos que receberam o kit da OAB/DF.

Delhiamar: motivada e agradecida pelo carinho na recepção

“Eu terminei o curso de Direito no segundo semestre de 2024 e colei grau. Fui aprovada na primeira fase, ainda na faculdade. Na segunda fase, tive uma primeira tentativa que não deu certo porque fiquei muito nervosa. Estou em repescagem”, contou Deilhamar. Ela está passando pelo luto (perda de sua mãe, que tem um mês). “Sei que Deus vai me dar o suporte necessário para a prova de hoje, independentemente das circunstâncias ou dificuldades que enfrentamos no caminho… precisamos ser constantes naquilo que nós temos como objetivo de vida. No meu caso, quero ser advogada, seguir a carreira jurídica. Penso em Defensoria Pública, futuramente”, disse. Sobre a OAB/DF, Deilhamar tem admiração pela Comissão de Direito Médico.

Rodrigo Sousa: vivendo os momentos prévios à realização do sonho de ser advogado

Rodrigo Sousa, por sua vez, busca a advocacia como sua segunda profissão, após trinta anos na área de tecnologia. “Esse é o meu sonho, ser advogado!”, disse ele, que ainda não se formou e faz a prova na reta final do curso. Sua filha já passou no Exame e se tornará advogada, inspirando-o ainda mais. Confiante na área tributária e disposto a conciliar as duas carreiras, Rodrigo aposta no crescimento da demanda com a reforma tributária. Tendo participado da Comissão de Direito Condominial de Águas Claras, ele já demonstra o desejo de se engajar nos quadros da Ordem. “Foi ótimo a gente ter sido recebido aqui pela Ordem”, comemorou ao receber seu kit.

Juventude da OAB/DF e Roberta Queiroz na porta do UNICEUB

Jornalismo OAB/DF

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