OAB/DF celebra a renovação da advocacia com a entrega de 46 novas carteiras - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

OAB/DF celebra a renovação da advocacia com a entrega de 46 novas carteiras

Hoje, 12 de agosto, um dia após a celebração do “Dia da Advocacia (11 de agosto)”, 46 profissionais receberam suas carteiras de advogados e advogadas em cerimônia realizada pela Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF). Foi mais um evento presidido pelo presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, que destacou a importância e a emoção do momento: “Esta é a cerimônia que mais gostamos de fazer e a mais importante, porque a energia da entrega da carteira a cada um de vocês nos renova.”

Oradora da Turma

Anny Karem Amorim de Paula Weber foi a escolhida para ser a oradora da turma. Iniciou seu discurso dizendo: “Hoje, não celebramos apenas a entrega da carteira profissional, celebramos anos de esforço, de perseverança e de compromisso com o ideal de servir à sociedade por meio da advocacia. Cada um de nós percorreu um caminho singular até aqui. Foram anos de estudos intensos, de noites em claro, provas e mais provas, estágios desafiadores e, muitas vezes, a conciliação entre trabalho, família e a vida acadêmica. Em minha própria trajetória, enfrentei desafios que me ensinaram que a advocacia começa antes mesmo da posse da carteira; nasce do ato de acreditar, de não desistir e buscar sempre mais, mesmo diante das dificuldades.”

A oradora fez homenagens à mãe, ao pai, ao marido e ao suporte da família para chegar à sua conquista. “A força para chegar até aqui não é individual.” Ela se dirigiu aos colegas, para estimulá-los a reconhecer o apoio que também receberam: “Esta é uma homenagem a todos que pavimentaram o caminho para esta conquista.”

Em suas palavras finais, Anny Karem destacou que a advocacia é mais do que uma profissão, pois os advogados e advogadas são “guardiães da lei escrita e dos princípios que sustentam a convivência civilizada”. Ressaltou que é preciso ter: “ética, coragem, esmero e responsabilidade”, o que pode “contribuir para uma sociedade mais justa e equilibrada”. A oradora defendeu, ainda, a soberania nacional, a democracia, o respeito às minorias e à Constituição Federal. Encorajou o “aprendizado contínuo” e a participação dos colegas em Comissões da OAB/DF.

Paraninfo da Turma

Leandro Dias Porto, advogado, professor, mestre em Direito, Estado e Constituição, foi o paraninfo desta turma de compromissandos. A princípio, trouxe aos presentes a importância da ocasião, pois estava falando em 12 de agosto, o dia seguinte ao “Dia da Advocacia (celebrado em 11 de agosto)”. “Recebam isso como um bom presságio!”

Ao recordar a vez em que recebeu sua carteira de advogado, disse que sentiu “um misto de felicidade e de insegurança”, por desconhecer o que o destino lhe reservaria. E essa sensação o acompanha até hoje, contou, para explicar que mesmo a um advogado mais bem-sucedido e com fama, “não é dada a segurança da estabilidade”. Para ele, ao contrário, na advocacia se trabalha com “a incerteza da disputa, a fecundidade do inesperado e com a imprevisibilidade própria da natureza humana”.

O paraninfo mencionou que, em geral, espera-se de alguém em sua posição na tribuna a revelação de “um caminho ou receita a ser seguida”. No entanto, ele não ofereceu isso, por ter “firme convicção de que não há uma bula única a ser seguida”.

Leandro Dias Porto trouxe aos compromissandos o que chamou de “uma reflexão simples”: pensar sobre o que um(a) advogado(a) faz. Raciocinar sobre o desafio de reduzir essa profissão de tão amplas atribuições e responsabilidades a uma só palavra. Ao final, apontou que o principal a compreender é que a advocacia pode ser definida pelo ato de “pedir”. Esse seria o verbo para definir a profissão porque os profissionais sempre “pedem” algo, e para isso é necessário que ajam com “humildade”. “A arrogância depõe contra quem pede!”

A partir desse fio condutor, o paraninfo abordou em seu discurso como devem se portar os advogados e advogadas, observando urbanidade no trato com todos os operadores do Direito e clientes. Aconselhou que os novos profissionais sejam críticos de teses, mas jamais da parte contrária em seus processos ou ainda do juízo. “Os melhores advogados que conheço tratam as pessoas com fineza e educação!” Ele concluiu, contudo, com a seguinte ressalva: “Não confundam humildade com subserviência… É preciso coragem, mas acima de tudo paciência para lidar com as injustiças… Tenham coragem, confiança e muita humildade.”

Encerramento

Para fechar a cerimônia, o presidente da OAB/DF retomou palavras do paraninfo e aconselhou a turma a seguir os conselhos dele, sobretudo a manter-se sempre atualizados, pois o Direito é dinâmico e a legislação constantemente evolui, haja vista as recentes reformas da Lei de Licitações e a Reforma Tributária, trazendo novos desafios para que se conheçam suas inovações.

Poli relembrou que a OAB/DF é uma Casa que respeita a paridade entre homens e mulheres, sendo que a ocupação dos cargos de Diretoria e de Comissões respeita esse critério. Ele discorreu, ainda, sobre a importância das Subseções, da Escola Superior de Advocacia do DF (ESA/DF), ou seja, das estruturas que compõem o sistema OAB/DF, em que está incluída também a Caixa de Assistência dos Advogados do DF (CAADF).

Fotos: Alex Bandeira

Assista a solenidade na íntegra

Jornalismo OAB/DF

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