
Com o tema “Conversas Difíceis, Conexões Reais: A Comunicação Não Violenta no Enfrentamento da Violência”, ministrada pelo psicólogo João Victor Sebba, a Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar e a Comissão da Mulher Advogada da Subseção de Samambaia realizaram, no último dia 13 de agosto, o evento alusivo ao Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

Durante a palestra, abordou-se a importância da comunicação empática no enfrentamento dos abusos, destacando-se a necessidade de acolhimento estratégico às mulheres em situação de violência, muitas das quais ainda não reconhecem que estão sendo vítimas. “A baixa autoestima, culpa e vergonha, a dependência afetiva e o histórico familiar são causas da falta de reconhecimento das vítimas acerca da violência que estão sofrendo”, explicou o psicólogo.
Ele reforçou a importância de não culpabilizar a vítima com frases que a responsabilizam pela agressão e alertou sobre o machismo estrutural, que muitas vezes se disfarça e confunde a vítima, como o “controle disfarçado de cuidado” e o “ciúmes excessivo como prova de amor”.

O palestrante também apresentou técnicas práticas de Comunicação Não Violenta para quem acolhe vítimas, mostrando como exigir respeito e reconstruir vínculos saudáveis. “É preciso se importar verdadeiramente com a vítima. Ouça com respeito, sem pressa e evite julgamentos ou conselhos impulsivos”, orientou.

Para a presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar (CCVDF) da Subseção de Samambaia, Lea Queiroz, o evento reforça a importância da advocacia no envolvimento com essa pauta em todas as regiões. “Nesse contexto, os eventos promovidos pelas subseções da OAB em todo o Distrito Federal, sobretudo em torno do Agosto Lilás, são fundamentais. A Subseção de Samambaia vem buscando dar sua contribuição como espaço de articulação, informação e mobilização para transformar o Agosto Lilás em um movimento de impacto real e permanente”, afirmou.
A presidente da Comissão da Mulher, Rosana Alves, acrescentou que: “falar sobre violência doméstica é essencial”. “Não é apenas falar da violência física, porque há mais formas, a violência pode ser moral, patrimonial ou psicológica, como no caso recente da esposa do pastor de Goiânia, exposta e constrangida publicamente. A violência atinge todas as camadas sociais, e reconhecer seus sinais é o primeiro passo para combatê-la. É fundamental que as mulheres saibam reconhecer esses sinais e contem com uma rede de proteção efetiva”.

O evento contou com o apoio da Caixa de Assistência dos Advogados do DF (CAADF) e de apoiadores locais.
AGOSTO LILÁS
Campanha nacional dedicada à conscientização e combate à violência doméstica e familiar, com foco especial na violência contra a mulher. Durante o mês, a OAB e suas subseções promovem eventos para informar a sociedade sobre os diferentes tipos de violência e incentivar a denúncia.
19 ANOS DA LEI MARIA DA PENHA
No último dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completou 19 anos. Considerada um marco no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, a lei trouxe mecanismos eficazes de proteção, punição e prevenção. Graças a ela, o combate à violência doméstica ganhou mais força, garantindo às vítimas medidas protetivas e ampliando a responsabilização dos agressores, contribuindo para salvar vidas e promover uma cultura de respeito e igualdade.
Jornalismo OAB/DF com informações da Subseção de Samambaia
