"Entre o amor e o cansaço": assista ao podcast da OAB/DF sobre a saúde mental das mães atípicas - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

“Entre o amor e o cansaço”: assista ao podcast da OAB/DF sobre a saúde mental das mães atípicas

Em pleno mês da campanha de prevenção ao suicídio, Setembro Amarelo, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) traz à tona discussões sobre o universo das mães de filhos neurodiversos, oferecendo insights valiosos para quem vive essa realidade e para a sociedade em geral

E/D: Cristian Martins; Géssica Guedes; Flávia Amaral e Nathalia Mariah

No contexto do Setembro Amarelo, campanha nacional que nos convida a dialogar abertamente sobre saúde mental e as vias de apoio disponíveis para enfrentar suas dificuldades, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB/DF realizou um podcast esclarecedor. O episódio foi transmitido, ao vivo, nesta manhã (17), e seguirá disponível à audiência no canal oficial da OAB/DF no Youtube. Aqui.

Nas jornadas dos participantes do podcast: Flávia Amaral, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB/DF; Géssica Guedes e Cristian Martins, membros da Comissão, e Nathalia Mariath, mãe atípica e idealizadora do projeto “roteiro_atipico” “Xenas do df”, a pessoa que assiste ao programa descobre um universo de sentimentos e de reações; também a importância da busca de rede apoio para enfrentar desafios, e tudo é falado com muita sensibilidade e acolhimento.

Segundo os debatedores, o diagnóstico de autismo para um filho ou uma filha pode desencadear uma complexa gama de emoções porque a maternidade ou a paternidade tem, antes, uma idealização sobre a criança: como ela será, o que se espera dela, quais sonhos se tem para ela. Assim, receber o diagnóstico impacta emocionalmente e, depois, vem o desafio de buscar compreender e aceitar a neurodiversidade como uma parte intrínseca do ser amado.

Compreender que o autismo não é uma doença a ser curada, mas uma forma distinta de ser e interagir com o mundo, permitindo que pais e filhos floresçam em sua própria essência é um caminho fundamental para a busca da felicidade.

Sobrecarga e preconceitos

E/D: Flávia Amaral e Nathalia Mariath: mães atípicas compartilhando suas vivências com os ouvintes do podcast

Os debatedores trataram com muita franqueza questões como a sobrecarga de trabalho em casa e também os desgastes na convivência social. Discutiram os preconceitos que se enfrenta em sociedade. Falaram sobre os olhares e os julgamentos de pessoas e de instituições despreparadas para acolher o diferente. Isso impõe um fardo pesado, especialmente, para as mães atípicas.

Outro aspecto desse bate-papo que se destaca é que o autismo é muito mal compreendido ainda e precisa ser discutido, cada vez mais, dentro e fora do ambiente de famílias com pessoas atípicas, pois o desconhecimento sobre ele agrava reações como a falta de empatia, levando a interpretações equivocadas do que se vê e causando isolamentos que podem ser devastadores para a pessoa autista e suas famílias.

Autocuidado

E/D: Cristian Martins e Géssica Guedes: membros da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB/DF falam sobre ser autista (ele) e mãe de autista (ela)

Diante desse cenário, abordou-se o autocuidado que as mães precisam aprender que têm direito e que emerge não como um luxo, mas como uma necessidade vital.

Priorizar a própria saúde mental, seja através de atividades físicas, hobbies ou, fundamentalmente, de terapia, é essencial para que a mãe de uma pessoa atípica possa manter seu bem-estar, opinam os debatedores deste podcast.

Mais do que isso, a construção de uma rede de apoio sólida se mostra um pilar insubstituível. Família, amigos e, especialmente, grupos de outras mães atípicas oferecem um espaço seguro para compartilhamento, validação e a certeza de que a pessoa não está sozinha.

Aprender a delegar e pedir ajuda não apenas alivia a carga da mãe, mas também serve como um exemplo de autocuidado para os próprios filhos, incentivando sua autonomia.

Ampliação do debate

A discussão sobre neurodiversidade transcende o âmbito familiar, clamando por uma inclusão social genuína, observa a mesa. A verdadeira inclusão requer que a sociedade se adapte, capacitando profissionais nas escolas; os mantenedores de espaços públicos e privados; e instituições para que todos acolham a diversidade.

Um dos debatedores, Cristian Martins, que recebeu o seu diagnóstico como pessoa autista já na fase adulta da vida, compartilhou que, ao longo de sua experiência como educador, sentiu na pele a absoluta necessidade de combater a ignorância e o preconceito em todos os âmbitos.

A mensagem final da mesa de debatedores é um poderoso chamado à empatia e à ação coletiva. Reforçaram que a luta por direitos e por uma sociedade verdadeiramente inclusiva é contínua e exige a união de famílias, profissionais e da sociedade civil.

Mães atípicas são encorajadas a cuidar de si para que possam continuar a cuidar de seus filhos, sem se renderem a padrões inatingíveis.

A informação e a disposição de aprender são as ferramentas mais eficazes para desmantelar barreiras e promover um futuro onde o amor, a compreensão e o respeito prevaleçam.

Entrega dos certificados de participação, oferecidos pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Autismo da OAB/DF, aos debatedores

Assim, a OAB/DF, ao promover discussões tão relevantes, como esta, reitera seu compromisso com a disseminação do conhecimento e a defesa dos direitos de todos. E convida a ver o podcast.

Assista aqui

Jornalismo OAB/DF

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