OAB/DF recepciona bacharéis e estudantes que prestam segunda fase do 45º Exame de Ordem - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

OAB/DF recepciona bacharéis e estudantes que prestam segunda fase do 45º Exame de Ordem

Este domingo (22) foi um momento decisivo para cerca de 2,4 mil pessoas, entre bacharéis e estudantes de Direito do Distrito Federal, que prestaram a segunda fase do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil.

Diante da importância desse passo na vida de tantas pessoas, a Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) marcou presença por meio da entrega de kits aos examinandos. A entrega ficou por conta de voluntários das comissões de Estágio e Exame de Ordem, Defesa da Pessoa com Autismo e Diretoria Jovem.


O presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, também recepcionou os examinandos desejando uma boa prova a todos. Para ele, o exame tem um papel importante na construção da advocacia. “O Exame da Ordem é fundamental para a construção da advocacia forte, porque só alguém com a qualificação que essa prova demonstra ter é que tem a capacidade de falar pelas pessoas. Então a gente recebe aqui com muita alegria, dando força, dando incentivo para que as pessoas façam uma boa prova e que sejam grandes advogados e advogadas. Isso é o que a gente espera”, destacou.

A copresidente Roberta Queiroz destaca a importância da presença da OAB/DF na ocasião. “Traz uma segurança para o examinando e a certeza de que ele vai encontrar uma casa acolhedora da advocacia e participativa do dia a dia também da advocacia”, conta.

Zelar pelo início da carreira dos jovens advogados é um dos compromissos da Diretoria Jovem. Representando o segmento, a diretora Sofia Gomes, relembrou o objetivo da ação: “Nosso intuito é demonstrar apoio para os candidatos que em breve serão jovens advogados ali na OAB. Então, desde essa primeira etapa a gente gosta de prestar ali todo o auxílio necessário.”

Revisitando a trajetória
Rodrigo Cabral, advogado há 4 anos e atual presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da OAB/DF conta que participar da ação é uma forma de relembrar a própria trajetória. “Eu fiz a prova não há muito tempo e também foi aqui no CEUB, como é normalmente. E traz aquela nostalgia, aquele frio na barriga porque é uma abertura de porta enorme! Depois de quase quatro anos de advocacia, eu consigo ver o quanto que ter a carteira da OAB, o quanto ser advogado abriu portas pra mim, inclusive dentro da própria OAB”, relata.

Para ele, apesar do desafio que o exame de Ordem representa, é preciso buscar estar tranquilo, afinal trata-se de um exame em que o candidato concorre apenas consigo. “O examinando, ele tem que ter ciência que, fazendo os cinco anos certinho de curso, estudando bastante e se preparando, ele não tem o que temer, porque ninguém vai roubar a vaga dele. A vaga dele está lá, ele só precisa se tranquilizar para passar”, pontua.

Quem também aproveitou para revisitar sua experiência foi a copresidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem, Emilly Mareco. Ela compartilhou a importância do acolhimento da Ordem nessa fase da trajetória do bacharel em Direito. “Só quem passa pelo exame sabe a dificuldade que é fazer a prova da OAB. Eu desenvolvi ansiedade e aí quando a gente chega aqui, vê uma pessoa falando pra você, ‘ boa prova, você está preparado, você estudou, você está qualificado’ faz uma diferença muito grande”, conta.

Tal pai, tal filha
O servidor público aposentado, Autaide Azevedo, 61, decidiu encarar o desafio do exame da Ordem após 22 anos de formado. Devido à carreira como servidor, Autaide não podia exercer a advocacia, mas depois de aposentado, decidiu recalcular a rota: “Depois de viajar por vários estados do Brasil, conheci muita coisa, ‘aí falei, agora cheguei em casa, eu vou fazer o que agora? Fazer uma caminhadinha à tarde e esse resto do tempo, o que eu vou fazer?’. A resolvi voltar aos estudos. Quando eu atentei para isso foi em maio de 2025. Aí estudei, estudei, passei na primeira fase e agora estou aí batalhando a segunda fase. Se Deus quiser, vai dar tudo certo.”

Inspirada pelo pai, Erica Azevedo, 38, também servidora pública, igualmente decidiu prestar o exame. “Me incentivou a fazer também a prova da OAB mesmo sem poder exercer, porque eu também sou da área da segurança pública, mas me incentivou a estudar, a voltar o ritmo de estudos, até para enquanto que eu não posso exercer a OAB, estudar para outros concursos”, relata.

Sonho possível
O professor de História e Geografia, Benedito Valadares, 73 anos, conta que o sonho de ser advogado começou na infância ainda em Goiás. “A história é longa. Ainda criança, lá no interior de Goiás, o pai de uns colegas era advogado, eu falei ‘eu quero ser isso aí’. E nunca tirei isso da cabeça. Tentei muitas vezes [ingressar em Direito] na UNB, e além de professor, sou músico, então não tinha como ir estudar. E aí fui adiando, adiando”, relata.

Benedito cursou Estudos Sociais em uma faculdade privada e quando passaram a oferecer o curso de Direito, não pensou duas vezes. O curso foi concluído em 2016. De lá pra cá, já prestou alguns exames mas acredita que dessa vez conquistará a tão sonhada carteirinha. “Hoje estou aqui na segunda fase, tentando realizar um sonho de 60 anos atrás”, conta.


A estudante de Direito, Letícia do Nascimento, 25, conta que desde pequena sua personalidade já a impulsionava para o Direito, mas o sonho foi se fortalecendo enquanto cursava Gestão Pública, e teve contato com algumas áreas como Direito Administrativo e Constitucional. Hoje, cursando o último semestre de Direito, ela tenta a segunda fase com brilho nos olhos e frio na barriga.

“Me identifico muito com a profissão, durante meus estágios consegui ter muitas experiências em escritórios de advocacia, no Superior Tribunal de Justiça, no Superior Tribunal Federal, então eu consegui me identificar muito. Hoje fazendo o exame de ordem eu tenho convicção de que isso que eu quero para todos os dias da minha vida”, relata.


Fotos: Ronaldo Debret
Jornalismo OAB/DF

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