Residência Jurídica da OAB/DF aplica prova para primeira turma de 2026: novas chances de inserção no mercado da advocacia - OAB DF

Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal

Residência Jurídica da OAB/DF aplica prova para primeira turma de 2026: novas chances de inserção no mercado da advocacia

Seleção abre 100 vagas, divididas entre 50 para a advocacia jovem (menos de cinco anos de inscrição) e 50 para a advocacia 5+ (mais de cinco anos)

Candidatos, logo na chegada ao prédio, puderam consultar em listas o local para a realização das provas; exame com duração máxima de cinco horas
Plenário onde se realizam as sessões do Conselho Pleno e mais sete salas e espaços de auditório foram organizados para acolher os candidatos

A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) aplicou neste domingo (22) a prova de seleção da primeira turma de 2026 do Programa de Residência Jurídica, iniciativa de formação oferecida pela Seccional com foco em empregabilidade.

Nesta edição, 83 escritórios mentores no DF, de diferentes portes, apoiam o programa. Nas duas edições realizadas por esta gestão, em 2025, com cerca de 200 participantes, também houve forte adesão de bancas da região, e 74 residentes conseguiram vagas ou novas oportunidades de atuação durante e logo após a formação.

Acolhida

E/D: Roberta Queiroz e Poli: agradecimentos às professoras que colaboraram para a elaboração das provas e incentivo aos candidatos

O presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, e a copresidente Roberta Queiroz, gestora do Residência Jurídica, deram as boas-vindas aos participantes da seleção deste domingo.

“Este é um programa que é muito mais do que uma pós-graduação: oferece inserção no mercado de trabalho”, afirmou Roberta Queiroz.

Roberta e Poli elogiaram a elaboração das provas (trabalho conduzido por Roberta), com a participação de professoras parceiras. Ambos agradeceram a dedicação das docentes que colaboram com o programa.

Nesta edição, para a elaboração das provas, colaboraram as professoras Aryanna Linhares — Direito e Processo do Trabalho; Lorena Ocampos — Direito Penal; Maria Christina Barreiros — Estatuto/Ética/Regulamento; Michele Tonom — Direito Processual Penal; Patrícia Dreyer — ECA e CDC (Estatuto da Criança e do Adolescente e Código de Defesa do Consumidor); Raquel Lucas Bueno — Direito Processual Civil; e a copresidente da OAB/DF Roberta Queiroz — Direito Civil.

“Nesta prova, elaborada só por professoras, algo que destacamos com muita alegria, dentro da proposta do programa de Residência Jurídica, queremos ressaltar que a advocacia é para todos e todas que se dedicam. Desejamos boa sorte a todos os candidatos”, afirmou Poli.

Durante a passagem pelas oito salas de prova instaladas no prédio da OAB/DF, Roberta também celebrou, em cada uma delas, a parceria com as professoras ao cumprimentar os candidatos — uma mensagem que inspirou e ajudou a marcar o início de uma jornada que muitos almejam: uma advocacia de sucesso.

E quem fez a prova? Logo na chegada para a avaliação, a OAB/DF recebeu iniciantes e veteranos na carreira. O brilho nos olhos e a disposição eram indistintos. Um começo para uns; um recomeço para outros. Nas trajetórias individuais, diferenças de experiência de vida; no presente, um mesmo esforço acadêmico e, mais do que isso, a percepção de que a formação oferecida pela OAB/DF pode funcionar como impulso na entrada — ou na volta — ao mercado.

E/D: Ingrid e Eduardo candidatos à primeira turma do Residência Jurídica 2026

“Trabalhar e estudar é um desafio muito grande”, diz Ingrid

Entre os candidatos deste domingo estava a jovem advogada Ingrid de Souza Silva, de 28 anos, recém-aprovada no Exame da Ordem. Formada aos 26 anos, pela Anhanguera (DF), ela disse que passou na OAB em 2025, na segunda tentativa, depois de conciliar emprego e estudo. “Trabalhar e estudar é um desafio muito grande”, observou.

Hoje, ela concilia trabalho fora do ramo jurídico com o início da carreira na advocacia, já atuando no Cível. Ela tem foco em inventários. Ingrid diz que busca o programa Residência Jurídica “para ter mais prática” e a oportunidade de se dedicar plenamente à profissão.

Eduardo volta à advocacia após se aposentar do Banco Central

Também fez a prova Eduardo Victor Pontes Carneiro, 64 anos, advogado desde 2008. Servidor do Banco Central até dezembro de 2021, quando se aposentou, ele disse que decidiu prestar a seleção para “voltar à ativa”. Afirmou ter interesse em Previdenciário e Tributário.

Sobre a preparação, disse que leu o edital, fez a inscrição e estudou, mas que vem também “com conhecimento, formação ao longo da vida”.

Organização

A organização contou com o apoio de colaboradores da OAB/DF, que atuaram para facilitar o acesso, a orientação e a supervisão das provas

Segundo Shirley Lopes, coordenadora administrativa do Programa Residência Jurídica, a operação do dia envolveu 26 colaboradores, que atuaram na recepção, no apoio às salas e na supervisão da aplicação das provas.

A OAB/DF registrou nesta edição 376 inscritos, sendo 295 na faixa da advocacia jovem (até cinco anos de inscrição na Ordem) e 81 com mais de cinco anos — grupo que, segundo a coordenação, ganhou espaço como inovação da atual gestão.

A coordenação do programa lembra que há parceria acadêmica junto à Unitar (SP), para atender às exigências do MEC, com emissão de certificado.

A previsão é que o resultado definitivo seja divulgado em 4 de março, e a aula inaugural ocorra em 16 de março.

O que diz o edital de seleção

Conforme o Edital de Convocação do Programa de Residência Jurídica 1/2026 (PRJ-OAB/DF), a seleção abre 100 vagas, divididas entre 50 para a advocacia jovem (menos de cinco anos de inscrição) e 50 para a advocacia 5+ (mais de cinco anos). O processo seletivo é feito por prova objetiva, de caráter classificatório e eliminatório.

O programa é descrito no edital como um curso de pós-graduação “Residência Jurídica”, com 360 horas ao todo:

• 140 horas/aula presenciais (fase teórica), com aulas na sede da OAB/DF;

• 220 horas de prática (fase prática), em escritórios mentores conveniados.

A fase prática é definida pelo escritório (presencial, remota ou híbrida) e envolve atividades como análise e movimentação de processos, pesquisa de legislação, doutrina e jurisprudência, elaboração de relatórios, redação de peças e atendimento técnico-processual, entre outras rotinas.

A prova deste domingo foi composta por 80 questões, sem consulta, com duração máxima de cinco horas. O conteúdo incluiu, entre outras disciplinas, Direito Civil, Penal e do Trabalho e seus processos, além de Estatuto da Advocacia, Regulamento Geral e Código de Ética. Para aprovação, o candidato precisa de, no mínimo, 50% de acertos (nota 40).

O edital também prevê que o curso não tem remuneração, mas pode haver auxílio-transporte e seguro de vida durante a prática, pagos pelo escritório mentor, conforme critérios do programa.

Fotos: Luiz Júnior e Roberto Rodrigues

Jornalismo OAB/DF

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